Primeiros meses - Acontecimentos...


Sinceramente, os fins dos meus dias passavam-se mais rápido, também, mais prazerosos.
Aos poucos, comecei a ser “conselheira amorosa” de Kaique. Sim, ele tinha paixão... Uma garota do mesmo estado que ele, porém, do interior. Tentei até conversar com ela; não gostei. O santo não bateu... Principalmente porque ela sempre mandava indiretas nos tweets. (Não gosto de indiretas, prefiro que falem na cara).
Enfim, por mais que algo em mim gritasse dizendo que ele era especial e que eu sentia um certo “ciúmes” do jeito que ele falava dela, mas, eu mesma não podia proibi-lo de amar. Eu mesma tinha muitos problemas amorosos a resolver... A começar dos meus. Eu estava gostando de um garoto da minha turma, Kaique sabia das minhas investidas e tudo mais. Mas, logo, tive minha decepção; esse garoto mudou e virou a coisa que mais odeio: narcisista.
Tirando isso, ainda tinha minha antiga paixão que ia e voltava. Ele se aproveitava desses meus momentos de carência (momentos que eu estou frágil) para se aproximar de novo de mim, me dar esperanças e logo desaparecer com tudo para, depois, voltar com a mesma ladainha e a idiota aqui aceitá-lo novamente de braços abertos.
É impressionante! Parece que ele tem uma espécie de relógio interno para desaparecer e reaparecer. Minha raiva dele vem de suas arte-manhas sujas e baratas (e sempre as mesmas) que, ao final, fazia me sentir um verme pútrido e sem valor, deixando-me com má fama e envergonhada de mim mesma. E, eu não entrava em muitos detalhes dessa paixão com Kaique, apenas com amigas de escola e melhores amigas.
Mas deixemos meus desamores de lado e voltemos aos meus problemas reais... Logo eu tinha que encarar meu pior pesadelo e, como eu havia ficado com nota baixa no primeiro bimestre, tinha que ralar muito para consegui me recuperar e não ir de recuperação de meio de ano.
Meu pesadelo: prova de física.
Vou contar uma coisa; prova de física me atormentava de tal modo que eu pedi ajuda para tudo e todos que estavam na minha frente, até que, Kaique se dispôs a me ajudar. É, ensino à distância pelo microfone no MSN! Mas foi até que legal fazer isso...
Ok; vou confessar logo: eu aceitei mais por duas razões; assim eu não saía da net e teria um pretexto para minha mãe para que eu pudesse ficar ouvindo a voz dele. Porque de resto... EU NÃO ENTENDI NADA DA MATÉRIA! Kaique, por fazer um técnico que exige muita física, ele era técnico demais. Enquanto eu, burra, boiava na matéria!!! Mas, falando sério, eu “caguei e andei” para física e deixei para lá. (Mas até que eu tirei nota boa, não sei como!)
De qualquer modo, para o Kaique as coisas não iam muito bem... Ele se declarou a menina e ela, tosca, o rejeitou. Na verdade, ela foi mais baixa, usou suas amigas para rejeitá-lo. Ele, por ser um ‘estouradinho’, se revoltou. Ele é um tipo de sociopata canceriano... Quer matar todo mundo só nos momentos de raiva, nada que um momento de paz não contorne esse pensamento... Enfim, ele ficou mal e eu, como sempre, fiquei triste por ver uma pessoa que gosto tanto mal. Tentei, então, por meu jeito palhaça em prática e fazê-lo rir. Funcionou, como sempre...
Até que chegou agosto, o mês do desgosto para mim. Nesse mês eu me afundei e me perdi na minha antiga paixão que me manipulava para perdições. Acabou que eu fiquei mais envergonhada do que ficava e, como sempre, meu jeito de transpor tudo que sinto; escrevi. Tentei escrever uma forma que não transparecesse que era eu, mas, no fundo, todos que liam sabia que era. Kaique, que já seguia meu blog e lia meus textos, ficou preocupado. Eu, como sempre, desconversei com a desculpa esfarrapada de que era o que aconteceu com uma amiga. Ele, por fim, engoliu.
Mas, logo, na escola e no twitter a brincadeira o casal @Ninha_GP e @kaique_boga já dava o que falar... A tag promovida pelo Wyllian – #ciumesvirtual – crescia a cada dia. E, não é que eles (o pessoal do twitter quanto meus amigos da escola) achavam que rolava algo entre a gente? Nós só éramos amigos... E, como prova, Kaique puxou conversa com Wyllian e levou a tag na brincadeira. (Até hoje Kaique adora o Wyllian)
E, quanto mais dias passavam, mais nós ansiávamos para nos encontrar novamente online e ouvir sua voz... Até que o destino brincou com a gente.

Ana Luiza Pereira


1 comentários:

kaique Bruno Boga disse...

aquela foi uma época difícil para nós... :S

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