O Casamento de Dalila e Keroppi


Ela era simples. Bonita para ele, feia para os outros. Dalila era apenas uma cadela; chorosa num parque. Ela não chorava porque era só, pois ela era muito bem cuidada pelo seu dono, mas chorava porque ninguém a olhava. Só porque perdera um olho num acidente, começara a se achar feia e que ninguém a olharia como ela é, sem ligar para a sua aparência.
Mal sabia ela...
Do outro lado do lago, havia um sapo. Lindo, sapeca e travesso sapinho. Ele tinha uma dona, mas mal olhava para ela quando estava naquele parque. Ele olhava para o outro lado do lago; ele olhava para a triste Dalila. Ele sempre ficava admirado, estagnado, entorpecido com a linda cadelinha. Não entendia sua tristeza:
- Por que choras, ó linda cadelinha? – perguntou o pequeno sapinho ao se aproximar pulando ao seu lado.
- Me chamo Dalila, pequeno sapinho. Choro porque sempre que venho aqui, neste parque alegre, e me vejo neste espelho d’água, lembro que nunca serei feliz, nunca mais serei igual. Não com esta aparência feia que tenho. – respondeu a cadelinha tristonha.
- Por que ligas tanto a aparência? Sabe o que vejo? Uma linda e fofinha cadelinha que se entristece por nada. A beleza não está na aparência, cadelinha, mas em seu jeito e sorriso.
A cadelinha sorriu.
- Qual o seu nome, pequeno sapinho?
- Me chamo Keroppi. Sou um humilde sapinho que passa os dias a te observar, mas nunca havia entendido quando ponha-se a chorar. – disse Keroppi galanteador.
Os dois começaram a conversar e todos os dias se encontravam todos os dias naquele parque para conversar. Sempre ansiavam a próxima conversa e se preocupavam quando, por algum motivo, o outro faltava.
Seus amigos começaram a brincar com eles chamando-os de namorados. Até que um dia Keroppi confessou aos amigos: ele queria beijá-la. Dalila que se aproximava, vagarosamente, ouviu o que o sapinho disse e, vermelhinha, confessou ter o mesmo desejo que Keroppi. Os dois conversaram e confessaram seus amores um pelo outro.
Dalila, medrosa, contou ao seu dono a sua linda história de amor. Mas ele não gostou nada, proibindo os dois de se verem. A dona de Keroppi fez o mesmo, porém descobriu através de uma carta de Dalila.
Mas eles desobedeciam. Sempre davam um jeito de se verem.
Até que um dia, Keroppi levou-lhe uma rosa:
- Querida cadelinha, o destino nos juntou, então, nossos donos não poderão nos separar. Será que comigo aceitarias se casar?
- Claro, meu sapinho! Contigo irei casar, pois já és meu principezinho, irei para sempre e amar.
E os dois então fugiram, para longe se casar. Para sempre se amaram com o suave sabor do recomeçar...

Ana Luiza Pereira

"I do swear that
I'll always be there
I'd give anything and everything and I'll always care
Through weakness and strength,
Happiness and sorrow,
I will love you with every beat of my heart"


From this moment on - Shania Twain

1 comentários:

Vitor disse...

Ah, que texto bonito Ana *-*
Eu pensei que Keroppi também ia ser um cachorro xD
Parabéns, ficou muito legal mesmo.

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