Um Diário De Uma Alma - O Julgamento


Entrei numa grande sala pouco iluminada de almas fluorescentes “mortas” presas por correntes no teto. Demônios vestidos de guardas por todos os lados. À frente, um verdadeiro tribunal comandado por Hades e, cada passo que eu dava, me aproximava do meu lugar de ré.
Lúcifer era lindo demais para ser um simples rei dos demônios, na verdade, eu nem desconfiei que ele fosse um. Seu cabelo arrepiado e negro deixando a vista seus olhos verdes que cintilavam de ódio, orgulho e falsa soberania. Sua beleza é algo imensurável, jamais vista em homem algum da Terra ou descrita em algum livro. Era uma beleza angelical. Uma beleza de anjo caído.
Fiquei estatizada olhando nos olhos de superioridade de Satã naquele palanque, tentava lembrar desesperadamente de alguma passagem bíblica que falasse de beleza angelical. Falhei. Então comecei a fitar quem estava abaixo do mais alto poder: os três juízes.
Abaixo do lugar de Plutão estavam os três juízes. Um loiro com armadura de um branco impecável com detalhes em ouro e uma máscara também branca com os mesmo detalhes, mas com uma pedra azul celeste na parte dos olhos. Um rapaz moreno de cabelo castanho com armadura e máscara cinzas com detalhes negros e ônix nos olhos da máscara. E um moreno de armadura e máscara negro como seu cabelo, com detalhes de uma prata brilhante como os diamantes nos olhos da máscara.
Inferno é mesmo um lugar de perdições!
Sentei no meu lugar de ré.
- Começa agora o julgamento da ré Kara Silva. – disse o juiz do purgatório.
- Bem, vejamos... – disse Hades folheando as páginas de um grande livro – Comecemos.
- Kara Silva, morta no dia 23/05/2011. Esfaqueada por Thiago Pedro de Sousa. Nasceu dia 28/11/1994, católica pecadora; egoísta, orgulhosa, mentirosa, preguiçosa, já se entregou aos 7 pecados capitais e mais n pecados durante seus 16 anos de vida. – anunciou o juiz do purgatório.
- Verdade isso? – perguntou-me o juiz do céu.
Abaixei a cabeça e assenti.
Eu realmente tinha manchas em meu passado terrestre. Pecados e pecados... E, mesmo que pareça egoísmo, muitos deles valeram apena.
Mesmo assim, eu não entendia: por que eu não tinha manchas na minha alma?
- Está decidido! Ficarás no inferno. – disse o juiz do inferno.
- Tudo bem... – disse de cabisbaixo.
Um demônio se aproximou de mim para me levar para fora do recinto.
- Calma Lúcifel! Este julgamento ainda não acabou! – disse uma voz vinda de uma luz branca que cegava meus olhos.

Continua...

Ana Luiza Pereira


Um Diário De Uma Alma - Inferno


            Seus olhos era a última coisa que lembrava em meio à escuridão que parecia eterna.
            Comecei, então, a sentir que era puxada. Eu era levada a algum lugar...
            Ouvia gritos agonizantes, ranger de dentes, o arrastar de correntes das vítimas da morte, eu vi a fome de perto. Seria mais um pesadelo? Flashes horrendos de pessoas sofrendo vinha por trás dos meus olhos. Reconheci algumas e chorei por aquelas pobres almas, nem todas mereciam tamanho sofrimento.
            Será que eu me juntarei a elas?
            Vi uma floresta de árvores horrendas cheias de harpias. Essas árvores berravam pela dor daquelas garras, mas ninguém as ouvia. Apenas eu; uma pobre alma decadente.
            Mergulhei num grande rio de almas sofredoras e deixei-me levar...
            Tudo escureceu. Pensei por um segundo estar finalmente acordando daquele pesadelo no meu quarto, mas não.
            - O que aconteceu? – perguntou desnorteada assim que abro os olhos.
- Você caiu feio! – respondeu-me alguém.
- Onde estou? Quem é você? – pergunto.
- Me chamo Morte e você está no último círculo do inferno.
- O quê? Inferno? – pergunto assustada.
- Sim, inferno. O lugar onde as pessoas sofrem, queimam e agonizam pelos seus pecados.
- Eu não entendo! Como vim parar aqui? Por que eu vim para cá?
- Fácil! Você morreu esfaqueada pelo seu amigo, embora todos na terra achem que fora suicídio, e caiu até aqui para ser julgada.
- Como assim: “julgada”? E por quem?
- Julgada pelo meu patrão e os três juízes; do céu, do purgatório e do inferno. Eles que escolherão para onde você irá.
- E quem é o seu patrão?
- O diabo.
Estremeci. Ainda era medrosa demais para encarar Lúcifer; olhos nos olhos, cara a cara.
- Agora só vos resta esperar seu julgamento.
Sentei-me em algo que nem sei o que é e esperei o tempo passar. Cada segundo ali parecia anos.
- Você não devia estar buscando mais almas? – perguntei a Senhora Morte.
- Estou na minha hora de lazer...
- Ficando aqui observando as almas agonizarem?
- Não exatamente. Na verdade, nem passo minhas horas de lazer aqui. – respondeu-me a Morte.
- Então, o que fazes aqui?
- Quero ver um final de um julgamento.
- Qual?
- O seu.
Calei-me. Quem era eu para contestar a morte?
Vi muitas almas ali fazerem o mesmo. Almas marcadas, almas manchadas. Almas possuídas pelo o pecado do ódio, mentira, luxúria, orgulho, preguiça, inveja e a avareza.
Almas pecadoras que necessitavam de perdão. Não o de Deus, mas o perdão delas mesmas e quem elas afetaram. E, por mais que algumas (muitas, por sinal) esperneassem, elas não obtinham.
- Não! Por favor! Sejas misericordioso! – disse a alma da mulher sendo arrastada para fora de um grande portão.
- Não sou seu deus para ser “misericordioso”. – disse Satanás de dentro da sala.
Espantei-me com aquilo.
- Kara Silva. – chamou-me um demônio que estava de guarda.
Estremeci. Meu destino como morta estava ali.
- Boa sorte. – desejou a Morte.
- Obrigada. – disse me levantando.
Não sei se isso era um deboche ou foi realmente um desejo de sorte. Mesmo assim, levantei-me orgulhosa e fui.

Continua...

Ana Luiza Pereira



Um Diário De Uma Alma - A Morte


            Um dia de segunda: chato e normal. Eu? Triste e depressiva. Mais depressiva ainda depois dos últimos acontecimentos; ele não era o psicopata perigoso que todos falavam... Não a mim! Mesmo assim, as circunstâncias nos separaram mais uma vez. “Você é louca! Ele não é para você! Ele é um ASSASSINO!” – é o que eu ouvia falar. Mas eu não ligava, estava apaixonada demais que transformei seus defeitos em qualidades; “ele só quer me proteger...” – é o que eu respondia mentalmente. Mesmo assim, tudo me afetava de tal modo que abri os portões dos meus sentimentos para a tristeza.
            Havia uma faca ao meu lado. Eu podia muito bem cortar os meus pulsos para acabar, esta dor acabar, ou cortar a cebola que fazia meus olhos cheios de bolsas lacrimejarem. Preferi cortar a cebola.
Odiava ter que cozinhar todas as segundas de manhã. Eu, sempre lerda cortando os ingredientes, sempre queimava a comida ou ME queimava. Eu, literalmente, odiava as aulas de A&B de segunda!
            Como sempre, tive que aturar gracinhas de colegas e professora por este comportamento habitual meu.
            O dia passou tedioso em todas as formas.
            Fui, aos suspiros de tédio, guardar meu material no armário. Encontro um velho amigo lá. Sorrio e abraço. Puxo conversa tentando ser simpática e fugir da minha tristeza, mas ele, sério demais, me dava respostas curtas.
            Quando, enfim, terminei de guardar o material no seu devido lugar, dei um abraço nele como despedida. Mas então, senti; uma dor pungente em meu estômago. Me distanciei. Vi a faca que cortei cebola encravada nos meus órgãos.
            Por quê?
Caí por terra. Sentia meu sangue se formar em poça ao meu redor.
Por quê?
Minha visão escurecia, saia de foco. Era este o meu fim (ou o meu começo)...
Por que, Thiago? Por que me mataste?

Continua...


Ana Luiza Pereira

Como uma criancinha triste...



Eu me separo, vocês não percebem
Eu grito, vocês não me ouvem
Eu peço, vocês não fazem
Eu faço, vocês copiam
Eu me importo, vocês não estão nem aí

Vocês se importam comigo?
Vocês ligam para mim?
Por que não me ouvem?
Por que fazem isso comigo?
Eu fiz algo de errado?

Eu simplesmente me sinto insignificante
Às vezes, apenas preciso de gestos simples
Sabe? Apenas um convite para uma conversa descontraída
Apenas um convitezinho
Mas vocês parecem que não percebem minha necessidade
E deixa-a passar como se não fosse nada,
Mesmo que para mim seja tudo.

Sou uma criança, as vezes fico no meu canto esperando
Um pequeno gesto, um pequeno convite.
Mas nada acontece
E isso me entristece
Tenho que sempre procurar ser 'amada' por quem parece não se importar
É chato! É irritante! Incomoda!
Me entristece...

É por isso que me isolo,
É por isso que me rotulam...
É por isso que sou a boba que vocês tanto desmerecem.

Ana Luiza Pereira

O Casamento de Dalila e Keroppi


Ela era simples. Bonita para ele, feia para os outros. Dalila era apenas uma cadela; chorosa num parque. Ela não chorava porque era só, pois ela era muito bem cuidada pelo seu dono, mas chorava porque ninguém a olhava. Só porque perdera um olho num acidente, começara a se achar feia e que ninguém a olharia como ela é, sem ligar para a sua aparência.
Mal sabia ela...
Do outro lado do lago, havia um sapo. Lindo, sapeca e travesso sapinho. Ele tinha uma dona, mas mal olhava para ela quando estava naquele parque. Ele olhava para o outro lado do lago; ele olhava para a triste Dalila. Ele sempre ficava admirado, estagnado, entorpecido com a linda cadelinha. Não entendia sua tristeza:
- Por que choras, ó linda cadelinha? – perguntou o pequeno sapinho ao se aproximar pulando ao seu lado.
- Me chamo Dalila, pequeno sapinho. Choro porque sempre que venho aqui, neste parque alegre, e me vejo neste espelho d’água, lembro que nunca serei feliz, nunca mais serei igual. Não com esta aparência feia que tenho. – respondeu a cadelinha tristonha.
- Por que ligas tanto a aparência? Sabe o que vejo? Uma linda e fofinha cadelinha que se entristece por nada. A beleza não está na aparência, cadelinha, mas em seu jeito e sorriso.
A cadelinha sorriu.
- Qual o seu nome, pequeno sapinho?
- Me chamo Keroppi. Sou um humilde sapinho que passa os dias a te observar, mas nunca havia entendido quando ponha-se a chorar. – disse Keroppi galanteador.
Os dois começaram a conversar e todos os dias se encontravam todos os dias naquele parque para conversar. Sempre ansiavam a próxima conversa e se preocupavam quando, por algum motivo, o outro faltava.
Seus amigos começaram a brincar com eles chamando-os de namorados. Até que um dia Keroppi confessou aos amigos: ele queria beijá-la. Dalila que se aproximava, vagarosamente, ouviu o que o sapinho disse e, vermelhinha, confessou ter o mesmo desejo que Keroppi. Os dois conversaram e confessaram seus amores um pelo outro.
Dalila, medrosa, contou ao seu dono a sua linda história de amor. Mas ele não gostou nada, proibindo os dois de se verem. A dona de Keroppi fez o mesmo, porém descobriu através de uma carta de Dalila.
Mas eles desobedeciam. Sempre davam um jeito de se verem.
Até que um dia, Keroppi levou-lhe uma rosa:
- Querida cadelinha, o destino nos juntou, então, nossos donos não poderão nos separar. Será que comigo aceitarias se casar?
- Claro, meu sapinho! Contigo irei casar, pois já és meu principezinho, irei para sempre e amar.
E os dois então fugiram, para longe se casar. Para sempre se amaram com o suave sabor do recomeçar...

Ana Luiza Pereira

"I do swear that
I'll always be there
I'd give anything and everything and I'll always care
Through weakness and strength,
Happiness and sorrow,
I will love you with every beat of my heart"


From this moment on - Shania Twain

Hybrid Theory - my life starts with it (tradução)


"Olá!
Isso daqui devia ser apenas mais uma simples carta de uma fanática ao seu ídolo, mas tentarei ser diferente... Ora, vocês não são simples pessoas que ganharam fama com suas músicas... Não a mim! Para mim, vocês são parte inestimável de minha vida!
Vejamos:
Eu, quase fazendo meus 6 anos, começo a ouvir vocês no rádio. Naquela época, eu já gostava de rock; talvez por culpa do meu pai que ouvia rock anos 60, ou dos meus irmãos que gostavam dos 90. Tradução: gostei.
A música que ouvi? In the end. Para mim era (e ainda é) magnífica!
Depois, por coincidência talvez, meu irmão compra o Reanimation. Me apaixonei pela capa... Ora, 6 anos e a capa de robôs. Então, vocês me faziam dormir todas as noites com: Krwlng, Opening, Enth E Nd, P5hng Me A*wy...
Mas, também, vocês me fizeram dançar com Frgt/10, X-Ecutioner Style e H! Vltg3. E ter pesadelos com: Ppr:kut e 1stp Klosr.
Digamos que depois eu dei uma parada com meu vício: vocês. Não porque enjoei, mas foi exatamente para não enjoar.
Vocês lançam o Meteora e eu acompanho os clipes pela TV. Nessa época eu comecei a associar Crawling a uma pessoa que eu fui muito apaixonada, mas como ela me rejeitou, me sentia como a garota do clipe. Chorei em Numb, cantei em Faint, dancei com Breaking the Habit, me achei em Somewhere I belong... Me apaixono por vocês, não como banda, mas como seres humanos que são.
2004 – ano que descobri: minha cunhada tinha o Live in Texas. Catei dela e não parei de vê-los e sonhar com vocês um dia sequer.
Vocês continuaram com sua carreira e eu com minha vida... Pacata, chata. Mas sempre buscando em suas músicas uma forma de expressar o que sinto, já que eu não sabia como.
Busquei seus undergrounds, bandas relacionadas... Descobri mais canções e me apaixono por elas. Conheci Grey Daze e Fort Minor. Me identifico com Sometimes e Where’d you go.
2007 – Minutes to midnight. Não gostei desse CD. Apesar de Mike afirmar que era uma forma de se renovarem e de vocês não serem como seus ídolos, ficarem sempre na mesma e acabando por cair no esquecimento. Mas vocês se esqueceram do principal: seus fãs de verdade. ELES OS AMAM COMO SÃO! Eles amam suas letras, suas loucuras, suas vozes, seus penteados, suas músicas... Não precisava desta mudança brusca para chamarem atenção, porque vocês já tinham lugares guardados no coração de muitos, na vida, na alma e até na pele.
Vocês já eram O LINKIN PARK. Já tinha nome e renome, não precisavam de um Black Power, ou ficarem carecas... Vocês já tinham atenção de muitos com seus “rock remix”, vocês eram vocês mesmos! E, para mim, Minutes to midnight era uma máscara para vocês serem o que a moda queria e não o que vocês eram.
Mesmo assim, eu ri com Bleed it out, cantei com Given Up, chorei com Leave all out the rest…
Hoje: A thousand suns. Prometendo sempre novidades. The Catalyst? É maneira. Mas é muito “Lady GaGa”. Por quê? Fácil! A moda é eletrônica, música dançante... E The Catalyst dá para se dançar. Me emociono com Robot boy e The Messenger, imagino um clipe para Blackout, danço dança do ventre com When they come for me, danço hip hop com Wretches and kings, amo Iridescent...
Minha vida = suas músicas:
Um dia de raiva = Papercut
Um dia frio, triste = My december
Um texto meu que amo = Across the line
Quando me sinto sem saída = No roads left
Bem, não vou escrever todas... Ora, são muitas! Mas vocês entenderam minha intenção.
Minha vida e sua carreira são pequenas demais para este mundo, mas grandes demais para este pedaço de papel.
Hoje? Justo hoje, Hybrid Theory faz seu décimo aniversário. Junto com ele, parte da minha vida comemora com vocês...
Parabéns pelo seu sucesso! Desejo que continuem assim!

Obrigada por tudo! Principalmente de me salvar de várias depressões,

Uma pessoa que passa a vida escutando suas músicas."


Ana Luiza Pereira


Esta é a minha humilde homenagem aos meus ídolos: Linkin Park.Obrigada por tudo! Parabéns pelos 10 anos do Hybrid Theory! Mais informações deste 10 anos: http://linkinparkbr.com/lpbr/noticias/2010/10/24/10-anos-de-hybrid-theory/

Hybrid Theory - my life starts with it


"Hello!
This here should be just a simple letter of a fanatic to her idol, but try to be different... Because you are not just people who gained fame with your songs... Not to me! To me, you are invaluable part of my life!
I, almost making my 6 years old, hear you on the radio stereo. At that time, I already liked rock; maybe because my dad who listened the 60 rock, or because my brothers who heard the 90 rock. Translation: I liked to hear you.
What the song that I hear? In the end. For me, it was (and still is) perfect!
Then, by coincidence (maybe), my brother buys the Reanimation. I fell in love for the layer… I was 6 years old and the layer was robots. So, you make me sleep every night with: “Krwlng”, “Opening”, “Enth E Nd”, “P5hng Me A*wy”...
But you too make me dance with: “Frgt/10”, “X-Ecutioner Style” and “H! Vltg3”. And I had nightmares with “Ppr:kut” and “1stp Klosr”.
Let’s say that I gave stop with my flaw: you. Not because I tired, but it was exactly for not tired.
You launch the CD Meteora and I watched the musics videos on TV. At that time, I began to associate Crawling to a person that I was very passionate, but me reject me, I felt like the girl in this music video.
I cry with “Numb”, I sing with “Faint”, I dance with “Breaking the Habit”, I found myself with “Somewhere I belong”… I fall in love for you, not as band, but how wonderful people are.
2004 – Year that I discovered: my sister-in-law had the “Live in Texas”. I caught her DVD and didn’t stop seeing and dream of you every day and night.
You continued with your career and I with my life quiet and boring… But always looking for in your songs one way to express what I feel, because I didn’t know how.
I searched your undergrounds, related bands… I found more songs and fall in love with its. I met Grey Daze’s songs and Fort Minor’s songs. I identified with “Sometimes” and “Where’d you go”.
2007 – “Minutes to midnight”. I don’t like this CD. Although Mike said that it was a way of renewing and you’ll not be like your idols; always in this same songs and eventually forgetfulness. But you forgot the most important: your true fans. THEY LOVE YOU LIKE YOU ARE! They love your lyrics, your follies, your hairstyle, your voices, your songs… You didn’t need this sudden change to call attention, because you had already saved places in the hearts of many, life, soul and even skin.
You were THE LINKIN PARK. Already had the name and reputation and didn’t need a Black Power or become bald... You had a lot of attention with your “rock remix”, you were yourself! And for me, “Minutes to Midnight” was a mask for you to be what fashion wanted and not what you were.
Anyway, I laughed with the "Bleed It Out" music video, sang with "Given Up", I cried with "Leave all out the rest"...
Today: “A Thousand Suns”. Always promising news. “The Catalyst”? It’s cool. But is very “Lady GaGa”. Why? Easy! The fashion is electronic music, dance music... And with “The Catalyst” gives to dance! I am touched with "Robot boy" and "The Messenger", imagine a video for "Blackout," dance belly dance to "When They Come For Me," I dance hip hop to "Wretches and kings," I love "Iridescent"…
My life = your songs:
A angry day = “Papercut”
A cold day, sad = “My December”
A text of mine that I love = “Across the line”
When I don’t have way out = “No roads left”
Well, I won’t write all… It’s a lot of! But you understand my intention.
My life and your career are too small for this world, but too big for this piece of paper.
Today? Just today, “Hybrid Theory” makes its 10th birthday. Along with it, part of my life celebrating with you...
Congratulations for your success! I wish that continues thus!


            Thank you for everything! Mainly to save me of some depressions,

A person that live listen your songs."

Ana Luiza Pereira

"And every second I waste this more than I can take." [Numb - Linkin Park]

Escrevo porque escrevo


Escrevo porque escrevo.
Não busco fama com esses textos, apenas compreensão.
Escrevo porque sou assim;
Se muitos preferem fugir, eu prefiro escrever.
Escrevo porque alguns sentimentos são grandes demais para ficarem guardados
E como não sei demonstrá-los, apenas escrevo como os sinto.
Escrevo porque alguém lê e se reconhece no que viu...
Isso já me deixa feliz.
Porque demonstra que não estou sozinha, que alguém é tão humana quanto eu.
Escrevo por mim mesma.
Porque nem sempre eu posso ter aquele ombro para me apoiar, então me resta um papel,
No qual eu escrevo.
Escrevo com minhas lágrimas, com meus sorrisos, com minhas alegrias e tristezas.
Escrevo porque posso viajar imaginando.
Escrevo porque quem lê pode se imaginar no lugar dos personagens e sentir o que eles sentiram.
Escrevo por amor, por quão maravilhoso é escrever!
Escrevo minhas idéias.
Escrevo meus ideais.
Escrevo porque me convém.
Escrevo porque meu carma é tentar entender como me sinto, para assim, entender a humanidade.
Escrevo porque sou louca.
E só um louco pode reconhecer o outro, e só um louco para viver nesta sociedade.
Escrevo porque penso, porque eu tenho opinião.
E preciso expô-la de algum jeito se eu quero ser ouvida.
Escrevo para me libertar da rotina.
Escrevo por tédio.
Escrevo para compartilhar meus maiores medos, desavenças, meus momentos.
Escrevo porque vivo.
Ora, se a vida é um livro escrito por Deus
Por que não traduzirmos nossas vidas com nossas humildes palavras?
Escrevo porque quero.
Porque é esse o meu dom, meu talento, que Deus me deu e eu uso para o bem.

Ana Luiza Pereira


Robô


Todos os dias vejo pessoas felizes passarem pela minha janela. Invejo-as. Não sei o motivo de seus sorrisos, mas suas vidas são perfeitas demais que incomoda meu âmago.

Minha tristeza e lágrimas me impossibilitam de ultrapassar o vidro que me separa da rua, que me separa destes rostos felizes. E, mesmo que o ultrapasse, nunca me adaptarei. Sou estranha, infeliz, diferente... Nunca serei igual a eles, porque minhas lágrimas me fazem quem eu sou: uma humana.

Não sou e nunca serei uma robô. Não sou perfeita, não sou feita de metal, meus curtos-circuitos são veias que passam milhões de hormônios que me fazem amar, chorar, sorrir...

Nunca terei um sorriso metálico ou uma voz perfeita. Sou imperfeita, não sou robô, mas sou real. E são minha imperfeições e diferenças que me fazem feliz... mesmo com lágrimas nos olhos.

Ana Luiza Pereira


Carta à Eternidade


“A vida passa, o tempo corre.
TIC TAC. TIC TAC.
A minha vida se esvai junto com as areias do tempo. A eternidade, eu não possuo. Desconheço até. Apenas a vida que corre por nossas veias é que possui.
Vida é eterna, nós não. Nossa carne facilmente apodrece com o tempo, mas a vida continua por entre as veias dos seres. Desde o mais rastejante e peçonhento até o mais inteligente e arrogante. A vida desta terra é eterna, ultrapassa as barreiras do tempo e das areias da ampulheta da eternidade.
Tempo, tempo... Por que fizeste esse mal? Embeleza-nos quando jovens e enruga-nos quando idosos. Tempo, tempo... – nosso maior ponto fraco. Visão falha, coluna curvilínea, fraqueza... Tempo, tempo... – nosso maior benefício. Cura feridas, nos dá experiência nesta vida, proporciona momento. Tais momentos que podem ser felizes, ou raros, ou amorosos, ou simples, ou especiais... Mas que nunca voltarão atrás. Momentos que merecem replay, mas como na vida não se há um controle remoto com direito a pause...
Enfim, Tempo, poderia eu parar-te?
A eternidade; não possuo. Juventude; muito menos. Só me resta esta tola carta, perguntando (em vão): 
Sentimentos são eternos? Pois, não posso possuir a eternidade, mas posso propor-lhe a eternidade de meus sentimentos, de meus momentos.

Dignamente,

Alguém que busca fugir deste tempo difícil.”

Ana Luiza Pereira

Carta à Inocência


“Adormeço.

Durmo diante o movimento de um mundo que não pára; ele roda, ele gira, ele muda...

Perco seus passos? Não, apenas crio os meus.

Como? Sonhando... pois é sonhando que fugimos para sermos sanos, descobrimos nossas metas e desejos. Não fugimos da realidade, apenas damos um “pause” no cotidiano corrido.

“Sonhar é para os fracos.” Então, como esses fracos são tão fortes?

Persistência. Ficar só a sonhar é a mesma coisa que ver a vida passar sem fazer nada. Lutamos, caímos, levantamos - persistir em um sonho nos leva a descobrir limites e desbravar fronteiras.

Aprendemos com os erros, aprendemos o certo... aprendemos a viver.

Viver no cotidiano, rezando para não cairmos na mesmice. Então, convenhamos; sonhar é bom, sonhar acordado é melhor, porque, somente sonhando, podemos ver novamente o mundo com a simplicidade dos olhos de uma criança.

Solenemente,

Somente um alguém que quer fugir deste destino.”

Ana Luiza Pereira

Carta de Desespero


“Cá estou eu... sozinha. Perdida no frio das noites sem estrelas, me cobrindo dos raios de um novo sol, um novo recomeço.
Você se foi me deixando uma carta e um coração aos pedaços. Manchei-a com as lágrimas de tristeza, aquela carta. Era só um amontoado de palavras escritas com tinta, não tinham valor...
Não importava o que você dissesse; eu queria você, para sempre. Me cubro do sol, porque meu dia nunca mais será tão iluminado sem o seu sorriso. Visto preto; estou de luto pela sua partida. Como quero que você volte!... E pare já com essa ideia tola de que eu poderei não te amar. Eu te amo o suficiente para te querer para sempre! Para querer construir uma família, envelhecermos juntos... Eu simplesmente te amo... e não suporto a ideia de não tê-lo aqui.
Se soubesses o quanto me deixastes triste, voltarias. E eu, obviamente, te perdoaria. Porque te amo.
Sei que cometo muitos pecados, mas nunca deixaria de cumprir uma promessa que fizera a ti. Mas você? Acabaste de descumprir todas que fizeras a mim ao me deixar aquela carta, exceto a promessa de me amar...
Queres que eu seja feliz? Então ME FAÇA FELIZ! Pois não há felicidade alguma sem ser aquela que eu possa ter ao seu lado, não há amor verdadeiro algum sem ser aquele que eu sinto por você e não há sol algum sem que você esteja aqui.
Vivo em depressão, em profunda tristeza desde que partira. Você é o único que pode me salvar... é o único que pode me tirar deste poço. 
VOCÊ E SOMENTE VOCÊ, és o único que dei a licença de me amar... Por favor, traga-me de novo os raios de seu sorriso.

Desesperadamente,

Aquela que nunca deixará de amá-lo, nem por um pedido.”

Ana Luiza Pereira


Carta de Abandono


"Era para ser um dia especial. Era para ser o SEU dia. Mas meu medo e falhas me fez recuar, como sempre.

Sim, eu te amo. Sempre te amei, sempre te amarei. Mas e você? Você me ama hoje, me amou ontem, mas tenho medo em saber se não me amará amanhã. O futuro é tão incerto que a cada dia eu penso que se o que sinto é certo ou durável. Nunca pensei em viver numa instabilidade que só as dúvidas causadas pelo amor pode me dar... Mas vivo.

Não fui preparado para isso. Na verdade, NÃO ESTOU PREPARADO!

Promessas e promessas, sendo ditas com tanta sinceridade e construídas diante da falsidade das pessoas. É com isso que me deparei... e me decepcionei.

Para você é fácil se entregar às instabilidades de um amor, se machucar e se levantar. Mas nem todo "amor" é escrito com a mesma intensidade do primeiro. Por isso, receio. Receio as mágoas, receio as brigas...

Você dirá: "Mas é assim que é feito um relacionamento! Altos e baixos..." Então, responderei: "Sim! Altos e baixos... Mas os dois sempre juntos e com a mesma intensidade de amor, como se ainda se conhecessem... Porque é assim a vida num relacionamento sério; a cada dia você descobre mais de você e dele! Mesmo quando já tiver passado muito tempo..." "Tolo!" - Você me responderá aos risinhos sem graças.

Não... Por mais que você me ame agora, eu sei, eu sinto; não me amarás mais tarde. És livre, és oscilante. Por isso, eu fugi; não porque eu não te amo, mas porque eu te amo demais para poder suportar um "não" mais tarde.

Serei teu, para sempre. Mesmo que todas manhãs você não acorde e me chame de marido...

Felicidades com quem quer que você case mais tarde,

Daquele que te ama muito..."

Ana Luiza Pereira

Sonho Real


Era só mais um passeio. Chato, por sinal. Eu só ia para sacanear com meus amigos... Eu era comprometido, não sei com o que, mas acho que era com a garota dos meus sonhos.
Ela era magra, seu cabelo era liso e preto como seus olhos. Tinha os lábios finos mas o sorriso perfeito. Ela seria apenas um sonho, se eu não tivesse começado após um dia que vi sua foto num fã clube em rede social.
Seria uma viagem longa no ônibus. Por isso mesmo, não parávamos de sacanear... Principalmente a professora! Ela que inventou de nos levar as mais conhecidas universidades vinculadas com ENEM. Íamos agora à uma que ficava não sei onde, só sei que as fotos são só mato!
Eu, viciado e pilantra, ficava no twitter no meu celular toda vez que ela virava e meus amigos estavam de bagunça.
Quando finalmente chegamos, era horário de almoço. O engraçado que não era só universitários que almoçavam só no que chamavam de "bandeijão", mas também adolescente com a mesma idade que eu, uniformizados.
Minha professora procurava incessantemente as quadras de educação física da universidade.
"Tomara que não seja uma peregrinação." - pensava.
Até que ela perguntou a um uniformizado que, por sorte, ia para lá. Guiou-nos por dentro... Logo chegamos a um local aberto e cheio de quadras. De um lado, quadras poli-esportivas do outro uma piscina, atrás da quadra tinha um quadra poli-esportiva fechada com arquibancada e atrás da piscina tinha o prédio de educação física.
Segundo o estudante do CTUR (esse era o nome do colégio que ele estudava), como tinha chovido no dia anterior, todos treinavam na quadra fechada. Não sei o que ele quis dizer com "todos" só sei que fomos guiados para lá.
Assim que se abriram as portas daquela quadra, percebi: o pessoal do CTUR treinava, e muito bem treinado, o basquete.
Ela, a garota dos meus sonhos, estava jogando. E era a melhor; num piscar de olhos ela fez uma linda enterrada.
Ela desceu. Respirava profundamente enquanto olhava o chão. O suor que respingava do seu rosto o fazia ele brilhar. Sua roupa de ginástica, justa o corpo, mostrava suas curvas perfeitas... Eu precisava de me controlar para não babar! O que a estragava é que ela era mais alta do que eu, mesmo assim, perfeita.
Assim que ela desceu, a juíza apitou o final do jogo. Foi quando percebi: era um amistoso de garotos versus garotas e as garotas tinham vencido, graças a minha perfeita. Ela se virou e cumprimentou o time adversário, dois garotos a abraçaram e andavam junto com ela até o seu time que comemorava.
            Admito ficar com ciúmes. Meus olhos não paravam de admirá-la, como eu queria ser um daqueles garotos! Nem percebi que minha professora estava conversando com a juíza do jogo... Apenas tava ali: parado, pasmado, tentado me convencer que ela era uma ilusão... Mas, no fundo, sabia que ela não era. Ela era real... Tão real quanto eu.
            Eu e minha turma sentamos na arquibancada quando minha professora se desembestou a falar... Ela combinou com a juíza do CTUR para fazer um amistoso: CEFET de São Paulo X CTUR do Rio de Janeiro e o time podia ser misto; garotos e garotas.
            Mas eu não iria... Por duas razões: minha altura me proporcionava apenas o título de pivô ou ala do time, e ela não jogaria por usar uma tala na mão direita e sentia dores.
            O jogo começou. Fiquei na arquibancada, fitando seu olhar crítico e profissional.
            Ela percebeu que havia alguém do outro lado da quadra a olhando, cochichou com as amigas e elas voltaram seu olhar a mim.
            Desviei.
            Elas riam e conversavam. Seu riso era perfeito... tão perfeito quanto eu imaginava.
            Minha perfeita voltou a observar o jogo, mas de vez em quando trocávamos olhares e ela ria... Até que ela me chamou com a cabeça para irmos para sairmos dali.
            Ela foi primeiro, saí logo em seguida.
            - Oi. – disse ela.
            Ela sorriu. Assim que eu ia responder...
            Acordei de novo na minha cama. Era só mais um sonho... Provável que nunca aconteça. Eu só me encontraria com a foto dela de noite, no twitter. Para mais uma vez poder sonhar com seus olhos...


Ana Luiza Pereira