O petróleo é fluminense!


Como todos sabem; a campanha do petróleo começou com a ditadura getuliana com a criação da Petrobrás e a nacionalização e estatização de empresas multinacionais petrolíferas que agiam em solo brasileiro.

Porém, o que poucos sabem e que os livros não dizem é que esta campanha ganhou voz no Rio de Janeiro e no sudeste (que já eram grandes capitais de comércio), porque desde aquela época sabia-se que o sudeste tinha poços de petróleo. (Naquela época a Bahia era parte do sudeste brasileiro e, a descoberta do ouro negro, deu-se no recôncavo bahiano).

Hoje, com o Préssal, fazemos a mesma exclamação que Getulio Vargas fez em 1947: “O Petróleo é nosso!”. Contudo, há perda de uma centralização de capitais e poder para a melhor execução do Préssal sendo ele mais estatal que terceirizado.

Sua terceirização para os empresários fluminenses seria o ideal, pois haveria uma centralização do poder e do capital numa grande metrópole do comércio.

Com capital preso no Rio, poderíamos investir mais nas nossas empresas petrolíferas, ganhando mais capitais e investimentos estrangeiros, além de enriquecer, não só o sudeste, mas o Brasil com isso. Os horizontes comerciais serão mais extensos e os países teriam mais credibilidade no Brasil.

O Rio de Janeiro merece isto porque só ele tem a capacidade e infraestrutura para a refinação do petróleo. Lembrando que a sede da Petrobrás está localizada no Rio de Janeiro e a maior parte da indústria naval brasileira também, sendo ela a indústria que constrói as plataformas petrolíferas, empregando milhares de brasileiros. Além de ser injusto que esta riqueza fosse transferida ao Brasil inteiro, enquanto certos estados não transferem a renda que adquirem com suas riquezas ao Rio de Janeiro também.

A nacionalização do petróleo fluminense resultaria numa perda de 7 bilhões, quebrando o estado e resultando numa diminuição dos salários de servidores públicos que podiam aumentar com a venda dos barris de ouro negro, além dos desempregos, abaixaria índice de IDH, empobrecimento das cidades fluminenses, entre outros fatores que esta medida causaria.

As perguntas que faço são: É isso que povo quer? Eles preferem repartir uma coisa que é nossa, quebrando um estado inteiro, enquanto outros não repassem suas rendas com a gente? Preferem viver numa miséria que lutar por um crescimento socioeconômico que só o petróleo sendo fluminense pode nos repassar?


Ana Luiza Pereira


Texto para o meu trabalho de júri de Geografia; "O Petróleo É Nosso!" - defensoria Fluminense.

1 comentários:

₣غĽΐρغ Ήغηяΐ XD disse...

O povo brasileiro é cego...
Não é difícil pensar e chegar na melhor solução pra isso. u.u
Parabéns pelo post e pelo blog!! =D

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