The Hell Day [Parte 3]


Pá! Pá! Pá!
            Começa o barulho infernal de novo.
            Pá! Pá! Pá!
            Stephy solta um berro desesperado.
            Será que ele estava ali? – pensava ela assustada.
            Suas lágrimas afundavam seus olhos no abismo do desespero. Ela tremia e temia, sabia de alguma forma não sairia viva do maldito apartamento 93.
E, tudo culpa dele. O psicopata que estava a bater na porta do quarto e a empurrar Stephy ao abismo.
Quem poderia a salvar? Deus? Não. Sua vida não pertencia a Deus. Deus parecia não olhar para a pobre pecadora e a proteger naquele exato momento de solidão e desespero. Deus não podia ampará-la...
- Deixe a morte amparar você! – dizia o psicopata lendo os pensamentos desesperados de Stephy.
Ela estava ali. A chorar de desespero, sem eira nem beira, sabendo que a morte estava ao outro lado da porta, sabendo que ninguém a protegeria, pois todos estavam mortos.
Pá! Pá! Pá!
Após a terceira batida de não se sabe o que, o silêncio inundou o apartamento maldito.
Stephy soluçava. As lágrimas de desespero saiam involuntariamente. Ela tentava respirar calmamente, mas era em vão.
Será que ele desistiu? – pensava ela com um resquício de esperança.
Ela se levantou calmamente. Não queria fazer barulho... Se ele não tivesse na porta mas em outro cômodo correria rapidamente para matá-la se ouvisse qualquer ranger. Ela se segurava nos cômodos próximos e paredes, suas pernas estavam bambas de tanto medo.
Ela empurrou o móvel que impedia a porta bem devagar. Até quando empurrou o suficiente para que ela saísse.
Ela respira fundo, desejando incansavelmente que o psicopata não estivesse ali e, roda a maçaneta.
A porta, presa em dobradiças enferrujadas, involuntariamente range.
Quando a porta estava totalmente aberta, ela teve a pior visão que alguém poderia ter. Dois olhos azuis pedindo pelo sangue que poderia escorrer num corte no pescoço.
- NÃO! – grita Stephy, talvez implorando por sua vida, talvez por puro medo ou talvez por não querer encontrá-lo novamente no inferno.
Os olhos dele brilhavam com o sangue que acabava de escorrer daquele pescoço. A poça de sangue que se formava debaixo de seus pés lhe dava fome e lhe fazia querer matar mais e mais.
Mas era o fim. Estava acabado. Para Stephy.
Pá! Pá! Pá!
O psicopata ouve aquelas batidas e abre a porta do armário. Aquele corpo cai aos seus pés mais uma vez. Ele já vira aquela cena, mas não cansava de repeti-la.
- Mais uma vez eu consegui e você não me impediu! – ele soltou uma risada satânica – Você nunca passará de um merda de ninguém, meu querido irmão. – disse Gerard com tom de menosprezo.
E, assim, sai Gerard, psicopata, pôs-se a pular pela cidade sem ninguém iluminada pela lua cheia e a deixar seu irmão com seu ataque de pânico chorando mais uma vez pelas mortes das pessoas que mais amou. Chorando... soluçando por uma solidão eterna.

Ana Luiza Pereira



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