A tragédia de minha tristeza


Debulhei-me em lágrimas; a distância se alongou.

Não poderei te ver, ouvir. Tudo graças ao destino que amaldiçoou nossa paixão.

Sinto-me presa numa tragédia grega, onde o amor incondicional de duas pessoas as corroem e as levam à mais doce morte.

"Tão doce a ideia do suicídio!"

Minhas lágrimas não param de molhar o papel já manchado de tinta.Busco desesperadamente em meio a este oceano de lágrimas a saída desta depressão.

Minha tristeza parece não ter fim. As horas não parecem passar. Mas a certeza continua: TUDO nos separa.

Sinto o fantasma de Hamlet a agonizar e atrapalhar meu amor por você, meu príncipe dinamarquês.

Agonizante e ratejante. Sou mais um verme neste mundo, ao menos, sinto-me assim. Asqueroso e arrogante. Torno-me assim. Triste e fria. A depressão já tomou conta de mim. Pequena e grotesca. Sem ninguém para entender-me ou se preocupar.

Por isso as lágrimas; por isso a depressão.

Luto contra mim. Luto contra o triste fim das tragédias. Luto contra as minhas lágrimas, para ver a esperança em seus olhos.

Ana Luiza Pereira
 


Esfinge


Você não sabe quem sou, mas eu sei quem você é. Eu te sinto e observo. Conheço as profundezas de sua alma, porém você não conhece nem as margens da minha.

Sou onisciente e onipresente.

Sei quem você ama, sei quando sente raiva, dor... Sei de todos os seus sentimentos e posso compreende-los.

Te surpreendo, te engano, te faço sorrir, como também posso lhe fazer chorar, toco seu coração, te levo aos mais lindos lugares, te faço pensar na sua vida e escolhas, muitas vezes faço-te refletir sobre o certo e o errado, bem e mal...

Mas sempre sou seu amigo verdadeiro; estando sempre ao seu lado, apenas você pode me carregar dentro de si, próximo de seu coração.

Você me vê no seu dia a dia mas nem percebe. Às vezes você dorme por minha causa, ou até mesmo culpa que o cotidiano lhe traz.

Eu penso. E o meu foco é sempre o egocentrismo; seja ele meu ou seu.

Sei que você já se confundiu. Pensou em milhares de possibilidades para descobrir quem sou eu.

Fácil! Sabe quem sou eu?

Sou o narrador personagem, sou o seu narrador observador.

Ana Luiza Pereira

Tentativa de suicídio


Meu mundo caiu. O que estava de pernas para o ar agora desmorona sob minha cabeça.

Estou aqui, chorando, desde quando você se foi. 

O que eu não tenho que a outra tem? O que você viu nela?

Não sei.

Só sei que ficar nesta janela fitando os corpos se moverem na rua não trará você de volta, ficar imaginando você brigando com ela não trará você de volta... NADA do que eu possa fazer poderá trazer você aqui.

E, meu mundo que era você, se perdeu junto neste universo de mundos egoístas.

Debulhei-me em lágrimas.

Peguei os remédios... Queria me acalmar! Mas como sei que o lítio demora a fazer efeito, tomei logo o vidrinho inteiro de antidepressivos.

E fiquei ali, recostada na parede esperando somente um alguém estender-me a mão: a morte.

Logo, minha barriga chiou uma vez. Será que é um aviso da chegada dela com sua foice?

E chiou mais outra, e outra, e outra.... Quando dei-me por mim estava no banheiro, na tentativa de me recordar que estava escrito no vidrinho de remédio.

- Droga! Tomei os laxantes da vovó! - disse limitando meu mundo a um novo lugar: aquele banheiro.

Ana Luiza Pereira



Minha imaginação é você


Não te vejo, nem te toco.

Mesmo assim escrevo nossas iniciais em meus cadernos seguidos de corações e bonequinhos envergonhados.

Meus pensamentos te pertencem, meu coração também.

Me corroo quando não está, porém esqueço das dores que senti na sua "ausência" quando ouço sua voz. Minhas lágrimas por causa da distância percorrem um longo caminho até chegarem ao chão: as curvas exageradas de meu sorriso quando ouço sua voz. E, queimam.Queimam junto com o acúmulo de calor nas minhas bochechas que só você me faz sentir quando me diz docemente "eu te amo".

E quando você se vai, o vazio em meu coração volta, sua voz em meus pensamentos persiste, e insiste, a me repetir toda a nossa conversa, até que você volte para mim de novo... Choro de emoção ouvindo certas músicas, imaginando detalhadamente: suas bochechas coradas, seu sorriso sem graça, seus olhos a fitar o chão e sua voz baixa a gaguejar.

Mas isso é só imaginação... Nunca poderei ver-te pessoalmente! Só de pensar me dói. Contudo, fique tranquilo meu amor; por mais que este corpo se arraste, por mais que este corpo se corroa e por mais que este corpo apodreça nessa terra, meu coração está guardado dentro da caixinha de presentes. Pronto para pertencer de vez a quem já o roubara de mim.

Ana Luiza Pereira


Baseado em fatos reais.

The Hell Day [Parte 3]


Pá! Pá! Pá!
            Começa o barulho infernal de novo.
            Pá! Pá! Pá!
            Stephy solta um berro desesperado.
            Será que ele estava ali? – pensava ela assustada.
            Suas lágrimas afundavam seus olhos no abismo do desespero. Ela tremia e temia, sabia de alguma forma não sairia viva do maldito apartamento 93.
E, tudo culpa dele. O psicopata que estava a bater na porta do quarto e a empurrar Stephy ao abismo.
Quem poderia a salvar? Deus? Não. Sua vida não pertencia a Deus. Deus parecia não olhar para a pobre pecadora e a proteger naquele exato momento de solidão e desespero. Deus não podia ampará-la...
- Deixe a morte amparar você! – dizia o psicopata lendo os pensamentos desesperados de Stephy.
Ela estava ali. A chorar de desespero, sem eira nem beira, sabendo que a morte estava ao outro lado da porta, sabendo que ninguém a protegeria, pois todos estavam mortos.
Pá! Pá! Pá!
Após a terceira batida de não se sabe o que, o silêncio inundou o apartamento maldito.
Stephy soluçava. As lágrimas de desespero saiam involuntariamente. Ela tentava respirar calmamente, mas era em vão.
Será que ele desistiu? – pensava ela com um resquício de esperança.
Ela se levantou calmamente. Não queria fazer barulho... Se ele não tivesse na porta mas em outro cômodo correria rapidamente para matá-la se ouvisse qualquer ranger. Ela se segurava nos cômodos próximos e paredes, suas pernas estavam bambas de tanto medo.
Ela empurrou o móvel que impedia a porta bem devagar. Até quando empurrou o suficiente para que ela saísse.
Ela respira fundo, desejando incansavelmente que o psicopata não estivesse ali e, roda a maçaneta.
A porta, presa em dobradiças enferrujadas, involuntariamente range.
Quando a porta estava totalmente aberta, ela teve a pior visão que alguém poderia ter. Dois olhos azuis pedindo pelo sangue que poderia escorrer num corte no pescoço.
- NÃO! – grita Stephy, talvez implorando por sua vida, talvez por puro medo ou talvez por não querer encontrá-lo novamente no inferno.
Os olhos dele brilhavam com o sangue que acabava de escorrer daquele pescoço. A poça de sangue que se formava debaixo de seus pés lhe dava fome e lhe fazia querer matar mais e mais.
Mas era o fim. Estava acabado. Para Stephy.
Pá! Pá! Pá!
O psicopata ouve aquelas batidas e abre a porta do armário. Aquele corpo cai aos seus pés mais uma vez. Ele já vira aquela cena, mas não cansava de repeti-la.
- Mais uma vez eu consegui e você não me impediu! – ele soltou uma risada satânica – Você nunca passará de um merda de ninguém, meu querido irmão. – disse Gerard com tom de menosprezo.
E, assim, sai Gerard, psicopata, pôs-se a pular pela cidade sem ninguém iluminada pela lua cheia e a deixar seu irmão com seu ataque de pânico chorando mais uma vez pelas mortes das pessoas que mais amou. Chorando... soluçando por uma solidão eterna.

Ana Luiza Pereira



Malditas palavras!


Maldita seja! Esta palavrinha que corrói; distância.

Sim! Ela corrói. Corrói o meu peito quando olho para  lado e só encontro seu fantasma, corrói-me desaceleradamente com a falta de seus abraços e o desejo de seus beijos... Maldita! Maldita!

Que amor é esse? Maldito seja ele também! Aconteceu assim; do nada! E agora me faz agir como uma idiota, tola e ordinária, com um sorriso sem graça nos lábios e as bochechas pintadas de vermelho.

Amor e distância... Coisas tão paradoxais! Como pôde haver a possibilidade de se amar alguém que se mora tão longe? Sabendo que as possibilidades tendem ao sofrimento e ao erro? Não sei. Mas estou prestes a desvendar a desventuras de tais mistérios que somente este amor pode me dar.

Mas e a amizade? Vai deixar de existir? Maldita seja as perguntas! Principalmente aquelas perguntas de respostas que ainda não sei. Amizade gera fraternidade, por que geraste logo a mim o amor?

Não dá! Não sei! Pela primeira vez, não sei o que dizer, escrever ou sentir! Apenas sei que é algo forte e incontrolável. Algo que não é a primeira vez que sinto, mas é a primeira vez que eu não tenho nem uso de minha esperteza seja para escapar, seja para saber como lidar ou agir.

Apenas não sei de nada do que vi, senti, ouvi. Mas, ainda sim, continuo a amaldiçoar as palavras que me confundem. Maldita sejam elas!

Ana Luiza Pereira

Sinto Sua Presença


O dia já começara assim: chuvoso, fechado. Mais parecia noite; as nuvens cobriam qualquer resquício de sol que o dia poderia ter. O vento gélido fazia que eu desejasse não sair da cama.
Mas não me contive. Não posso me dar esse luxo; precisava arrumar a casa, alimentar o cachorro, lavar a louça e estudar.
Sai da cama. O vento sorrateiro passava entre as frestas da porta e janela e eriçava sem aviso os pêlos do meu braço. Calcei a pantufa e palpei a cama, caçando por entre os cobertores meu celular com fone de ouvido. Assim que eu o achei, pus o fone no meu ouvido e coloquei a música no último volume.
Após uma boa despreguiçada, levantei. Fui ao banheiro, fiz o que tinha para fazer e fui arrumar a sala. O pano úmido que passei por entre os móveis já gelados congelava minha mão. Pensei por um segundo que meu sangue iria congelar, mas no fundo eu sabia que era exagero de minha parte.
Quando comecei a limpar a poeira das fotos antigas, uma música calma começou a tocar no meu celular. Foi quando a vi. Seus olhos pareciam saltar do retrato antigo e ficarem atentos a me fitar, como sempre fazia. Peguei a foto e fiquei segundos inteiros olhando-a.
Minha mente viajava entre minhas lembranças: me lembrei de quando pequena eu ficava a correr por entre a casa e ela, sempre preocupada, ia atrás e pedia-me que eu fosse mais devagar; lembrei de como ela almoçava: em pé com o prato na pia com o ouvido no radinho de pilha; lembrei que ela preparava meu leite de tarde enquanto eu me escondia e me fingia de morta; lembrei de sua paciência enquanto me ensinava a jogar buraco nas noites de sábado e de como roubava, me ajudando sempre a vencer senão eu chorava; lembrei de sua voz; lembrei de como ela me cobria para dormir; lembrei de meus beijos em sua bochecha macia; lembrei de como ela me consolava quando acordava em meio da noite assustada pois tivera pesadelos; lembrei de sua decadência e, fatalmente; lembrei do dia de sua morte.
Chorei. Ela ainda estava ali, no retrato, me fitando. Eu sentia falta de sua presença, de sua companhia. Eu senti falta daquele dia das crianças eternizado na foto que eu comprimia no meu corpo, o dia que ela, depois de ser avó e minha segunda mãe, também se tornara minha madrinha.
- Nem pude me despedir quando se foi... Me desculpe pelos meus erros, não posso ser perfeita! Não sei quais eram seus planos para mim, mas você sempre será minha ídolo, meu exemplo de vida e suas lembranças e ensinamentos serão meu alicerce. Te amarei para sempre, vovó – disse entre os soluços do choro.
Limpei as lágrimas sorrateiras e pus a foto no lugar. Depois disso, meu dia não fora mais um dia comum, eu a sentia do meu lado a me vigiar, como se a criança novamente corresse entre os corredores e ela pedisse calma.

Ana Luiza Pereira


Oscilante




Oscilante vida. Oscilante dia. Oscilante ida.

Um dia, a epifania dos dias de uma mulher. No outro, suas memórias póstumas vem a se reerguer das cinzas e a puxar suas canelas para terra molhada da chuva torrencial da depressão.

Um dia claro, sem nuvens, iluminado pelo sorriso largo de batom. Outro dia escuro, como se as bolsas da insônia e a maquiagem borrada tampassem a luz das estrelas.

O que houve? O que aconteceu? Um dia o bem lhe faz pular, aos saltos de alegria dançar conforme a música; no outro, mal lhe fez cair, chorar rios e se isolar da sociedade que ri de seus apelidos e histórias.

Não! Ela não que isso... Oscilar entre o sorriso e o choro enquanto os outros falam de sua vida, espalham seus segredos e queimam suas fotos. Ela não quer se esconder em máscaras, se isolar em quartos fechados e não sentir o calor do sol e ver o brilho das estrelas.

Ela quer viver, com ou sem chacotas, com ou sem sol, com ou sem problemas, com ou sem lágrimas para derramar. Seja essas lágrimas de amor, alegria, tristeza, ou da simples depressão que eles lhe causaram.

Ela quer a alegria, a felicidade. Ou apenas uma parte dela para se contentar. E mostrar a eles, que ela não precisa de suas palavras para viver, nem dos seus julgamentos... Apenas vive a vida! Sem olhar para trás para vê-los rir de sua diferença pelas costas, mas rindo deles, sempre à frente, pela sua igualdade.

Ana Luiza Pereira



Baseada em fatos reais.

The Hell Day [Parte 2]


            Terminado o banquete, todos se reuniram na sala ver o desfile na TV.
- Você viu o Jhon? – pergunta Stephy a Gerard quando ele ia ao banheiro.
- Não. – respondeu Gerard secamente e seguindo seu caminho ao banheiro.
- Deus! Onde ele está? – indagava-se Stephy se desesperando.

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Pá! Pá! Pá!
- O que é isso? – perguntam os convidados.
- Deve ser o Patrick, nosso vizinho, que está reformando a casa. – explica Katy.
- Logo no dia de Ação de Graças?
- Vizinhos malucos!

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Já anoitecera.
Axel e Rachel saiam do prédio de Katy e Gerard felizes e... bêbados.
Riam de se esbaldar.
- Ah! Oi! – dizia Rachel bêbada rindo. – Estão te procurando lá em cima!
Ele tira o facão de açougueiro da calça...
- Que isso cara?! – pergunta Axel assustado.
Num rápido movimento, a cabeça de Axel rolava calçada afora. O gosto de sangue respingado na boca de Rachel a apavorava.
Grito.
Correu incansavelmente para longe do psicopata. Cambaleava por causa do nível de álcool no sangue.
Mais gritos.
Num tiro certeiro, ele acerta o facão no crânio de Rachel já um pouco distante. Ela tomba no chão com sua cara de pavor.
Ele tira o facão da cabeça da loira. Os pingos de sangue que escorriam do facão marcavam o caminho de mais um psicopata.

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Cores mortas e luzes a piscar. TUDO dava um ar fantasmagórico ao corredor do 3º andar.
Ainda mais que ali estava ele.
Mais e mais convidados saiam do apartamento 93, o apartamento de Katy e Gerard.
Mais gritos, mais sangue.
Logo, as paredes ganhavam a cor de vermelho. Pichações com o sangue de suas vítimas faziam do lugar fantasmagórico para terrivelmente assustador.
Os convidados já estavam mortos... Agora, só faltavam três.
A porta do apartamento rangeu com o entrar do assassino. Cada um estava em um cômodo.
E, silenciosamente, lá se vai seu próximo alvo.

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- Katy, você ainda está vendo TV? – pergunta Stephy indo ao lado de Katy naquele momento.
Stephy senta do lado de Katy. O balanço do sofá fez com que a cabeça de Katy rolasse.
Foi quando Stephy percebera o sofá estava inundado do sangue de sua amiga.
Ela começa a ouvir passos vindos detrás do sofá.
Grita.
Corre enquanto ele tenta acertá-la com facão.
Ela se tranca no quarto e empurra uma cômoda para prender bem a porta.
- Deus! Ajude-me! – disse ela encolhida perto da cama a chorar assustada.

Continua...

Ana Luiza Pereira


O petróleo é fluminense!


Como todos sabem; a campanha do petróleo começou com a ditadura getuliana com a criação da Petrobrás e a nacionalização e estatização de empresas multinacionais petrolíferas que agiam em solo brasileiro.

Porém, o que poucos sabem e que os livros não dizem é que esta campanha ganhou voz no Rio de Janeiro e no sudeste (que já eram grandes capitais de comércio), porque desde aquela época sabia-se que o sudeste tinha poços de petróleo. (Naquela época a Bahia era parte do sudeste brasileiro e, a descoberta do ouro negro, deu-se no recôncavo bahiano).

Hoje, com o Préssal, fazemos a mesma exclamação que Getulio Vargas fez em 1947: “O Petróleo é nosso!”. Contudo, há perda de uma centralização de capitais e poder para a melhor execução do Préssal sendo ele mais estatal que terceirizado.

Sua terceirização para os empresários fluminenses seria o ideal, pois haveria uma centralização do poder e do capital numa grande metrópole do comércio.

Com capital preso no Rio, poderíamos investir mais nas nossas empresas petrolíferas, ganhando mais capitais e investimentos estrangeiros, além de enriquecer, não só o sudeste, mas o Brasil com isso. Os horizontes comerciais serão mais extensos e os países teriam mais credibilidade no Brasil.

O Rio de Janeiro merece isto porque só ele tem a capacidade e infraestrutura para a refinação do petróleo. Lembrando que a sede da Petrobrás está localizada no Rio de Janeiro e a maior parte da indústria naval brasileira também, sendo ela a indústria que constrói as plataformas petrolíferas, empregando milhares de brasileiros. Além de ser injusto que esta riqueza fosse transferida ao Brasil inteiro, enquanto certos estados não transferem a renda que adquirem com suas riquezas ao Rio de Janeiro também.

A nacionalização do petróleo fluminense resultaria numa perda de 7 bilhões, quebrando o estado e resultando numa diminuição dos salários de servidores públicos que podiam aumentar com a venda dos barris de ouro negro, além dos desempregos, abaixaria índice de IDH, empobrecimento das cidades fluminenses, entre outros fatores que esta medida causaria.

As perguntas que faço são: É isso que povo quer? Eles preferem repartir uma coisa que é nossa, quebrando um estado inteiro, enquanto outros não repassem suas rendas com a gente? Preferem viver numa miséria que lutar por um crescimento socioeconômico que só o petróleo sendo fluminense pode nos repassar?


Ana Luiza Pereira


Texto para o meu trabalho de júri de Geografia; "O Petróleo É Nosso!" - defensoria Fluminense.

The Hell Day [Parte 1]



            Dia de Ação de Graças. Dia de felicidade e reunião, seja ela com conhecidos ou familiares.
            Katy arrumava a casa enquanto Gerard degolava e depenava a ave na cozinha.
            Logo as visitas chegariam...
            Katy foi preparar o peru enquanto Gee foi ver o jogo de futebol na TV antiga.
            Campainha toca. Os convidados começam a chegar e a se acomodar.
            Cervejas e aperitivos.
Os homens vibravam com o jogo que passava na TV cheia de fantasmas enquanto as mulheres estavam na cozinha a fofocar.
Poucos casais estavam a namorar, poucos casais estavam a se beijar... E um casal estava a conversar.
Jhonny era diferente. Assustado, encolhido e afastado; ali estava ele. Seus olhos cinza procurando, no resquício de sua sanidade, “The Exit”. Stephy estava na tentativa incansável de acalmar o rapaz, como sempre. Gee já se acostumara com seu irmão esquizofrênico; seus excessos de raiva, seu pânico e seus raros momentos de sanidade.
- Vamos à mesa. Hora do banquete! – disse Katy levando o peru para ser servido.
Todos se reuniram em volta da mesa para o banquete.
Silêncio...
Todos os corações estavam calmos a rezar. Todos de olhos fechados...
Exceto por dois sentimentos que inundavam dois distintos corações presentes aquela mesa: medo & desejo de sangue.

Continua...

Ana Luiza Pereira


Inspirado na música "Mama" de My Chemical Romance e no filme "Dia dos namorados macabro".

Imaginação...


Liberte-se!
Óh, alma sofredora!

Viaje!
Óh, ser absolento...

Liberte sua ferramenta de viagem;
imagine!

Só com a imaginação
Você pode estar onde quer estar
Não importa as condições

Ser quem você quer ser
Não importa os problemas que possa acontecer

Fuja da realidade!
Fuja da insanidade
que é esta sociedade

Abra o livro, pegue o lápis
Leia, escreva
Seja e faça
Tudo aquilo que queira sem medo
Ou repressão

Aqui, na sua imaginação,
Ninguém obriga, ninguém manda,
Apenas obedece
O que o "mestre mandar"

Se mandar voar, voaremos
Se mandar correr, correremos
É assim.
Simples
Eterno
enquanto o coração de criança ainda bater em nossos peitos

Ana Luiza Pereira

Frases de Memórias de Monstro - A arma


"Na ausência de escolhas, trilhe seu caminho..."
"Na ausência de amor, que o ódio te guie..."

"Quando se é uma assassina, duas palavras não podem contar em seu dicionário: Amor e Fracasso." 

"Um dia, quando conseguir responder a uma única pergunta, serei a pessoa mais sábia do mundo.
Um dia, quando eu chegar a minha meta, serei a pessoa mais realizada do mundo.
Um dia, quando isso tudo fizer, serei a pessoa mais cobiçada do mundo.
Mas do que me adianta parasitas invejosos se o que mais quero é sentir meu coração bater?"

"Um bom treinamento não é aquele que você testa a força, e sim, a inteligência..."

"De que mais vale poder chorar se não há um motivo?"

"Faço o que faço até as cegas. Dizem que 'a Justiça É cega'. Será que pode-se chamar o que faço de justiça?"

"Venha comigo! Se ainda quiseres fugir de seu mundo e conhecer o que é escuridão, frio, solidão e todo o desprazer de ser um assassino..."

"A noite nada mais é que escuridão sem seu luar..."

"Borboletas são simples seres mensageiros da vida... Que pena que na maior parte ela fica isolada do mundo..."

"Sei que posso 'viver', mas o que é a VIDA se não há coração?"

“Sou real, feita de carne humana. Não preciso de máscaras pra falar o que ou quem sou.”

"Dores carnais para mim não são de nada comparada as dores que sinto por falta de um coração."

"Simplesmente não sei se um dia eu saberei voar... Pois Anjo não sou e Demônios são terrestres que alados." 

"O que vale não é os laços sanguíneos que correm por suas veias, e sim, o poder que corre nelas"

"Nem tudo que se possa fazer deve ser feito..."

"Você é você. Você faz o que quer. Esse é o livre arbítrio em que vivemos!”

"Até a mais fria pedra já derramou o mais quente leite do centro do universo..."

"Escondemos a verdade por pensarmos que somos melhores que ela."

"Você não quer me matar... Você quer ser aquele que já morreu!"

"Não se há muito o que se festejar quando o fim dos tempos se aproxima..." 

"Não faça aquilo que não tens certeza, será a maior burrice de sua vida!"

"Vejo uma luz no final do túnel; são as chamas infernais a me consumir..."

"Não serei 'imortal' para sempre..." 

"Sou manchada... Alma impura a vagar pelos caminhos fédidos desta 'TERRA'" 


Ana Luiza Pereira


Conceituando: Memória de um monstro é uma fanfic (história baseada em outra) do anime Hunter x Hunter escrita por Ana Luiza Pereira. A história é contada por uma das irmãs Zaoldyecks e já tem 2 "livros" ("A arma" e "Princesinha das Trevas"). Caso queiram ler, o link encontra-se na foto abaixo dos seguidores deste blog.

Vendo Minhas Lágrimas!


Quanto mais choro, mais vejo o quão baratas podem ser minhas lágrimas. Dor, raiva, tristeza... Tudo para qual eu vendo minhas lágrimas.

Dor. Uma forma tola, na qual, pessoas fracas medem seus sofrimentos é pelas páginas manchadas de tinta em seus diários.

Raiva. Lágrimas sorrateiras vindas sem aviso quando o imprevisto lhe chega aos olhos e ouvidos.

Tristeza. Lágrimas que inundam nossa insanidade na depressão que nos vem a cada dia nublado de nossas vidas.

Lágrimas ridículas vendidas. Vendendo disfarçadamente nossa alma às cicatrizes que a vida nos deixa.

Cicatrizes de rancor. Rancor guardado nas gavetas do nosso coração. Além da amargura estampada em nossa face.

Lá vai mais uma pessoa sofredora. Não a entende? Talvez seja por não passar suas noites a fio chorando com seu coração a sangrar.

Ana Luiza Pereira

Anfitriã


Sinto-me sozinha, sempre
Incompleta e vazia

Embora sempre tendo amigos
A solidão me parece mais verdadeira

Vivo numa redoma de vidro
Inquebrável
Intocável

Esperando...
Esperando que a demorada visita da solidão acabe

Esperando alguém capaz:
de derreter o gelo que envolve meu coração;
de quebrar o vidro que controla a minha vida
e arrastar-me para longe da solidão

Espero alguém capaz de me mostrar:
a existência da felicidade plena;
dos sorrisos verdadeiros
e dos amores secretos

Eu quero dormir...
Estou cansada desta visita!
E quero acordar e ver que fora um sonho
Sonho longo, mais parecido com pesadelo.

O pesadelo da solidão
Longo demais para estar dormindo
E real demais para que seja um mero sonho.

Ana Luiza Pereira