Feeling Loneliness


Sometimes, I just feel your company here
But, when I see, you're not here.
I'm alone, as always...

You are so far!
But where?
I want to find you, find the happiness
I want find your love

I feel love,
Love for you. 
But I'm afraid...
Do you feel the same feelings that me?
Do you stay with me?
Forever?

Bye fear
I miss you enough to know when I stay with my loneliness forever.
I know my feelings
And I know you
You don't love me
And you won't stay with me

I'll be here,
Forever.
With my friend...
My true friend; loneliness

Ana Luiza Pereira


Poeira no vento


Uma chuva fina batia na janela quebrada e embaçada do sobrado.

Triste tarde de julho...

A janela embaçada era nada mais do que o seu coração. Seus olhos verdes se debulhavam nas tristes e sentidas lágrimas e, assim, desfazia-se das bolsas de noites a fio.

Sua feição amargurada não combinava com o seu antigo jeito meigo de ser.

Silêncio.

As palavras estacionavam-se entre seus lábios mordidos, as lágrimas não cessavam e os suspiros não paravam, mesmo com a respiração calma e lenta.

Lembranças vinham como a poeira no vento em vastos campos dourados de trigo.

Trigo... Era essa cor que tonalizava suas lembranças.

A poeira das lembranças definhavam seus sonhos e planos que um dia fizera.

Correu... pelo vasto campo de trigo molhado. A saia de seu vestido se ensopava com o roçar na plantação, a terra molhada enlameava seus sapatos brancos... O vento gélido como a morte batia e ecoava seus passos rápidos e largos.

Ali; uma terra remexida, molhada pela chuva, e perto do velho orvalho.

Ela se jogara ali, fitando mais uma vez o retalho de sua lembrança marcada definitivamente em forma de coração naquele velho orvalho... E foi logo ali que dissera a primeira palavra em meses.

"Adeus", disse. "Adeus meu querido Joseph."

Ana Luiza Pereira

Carta aos visitantes



Senhores visitantes,

Venho aqui dizer-lhes que uma nova terra foi descoberta. Uma terra paradisíaca; gramíneas extensas e árvores frutíferas: uma mistura do interior dos países de nossos antepassados europeus.
Um Jardim do Éden da nossa nova terra.
Animais meio adestrados, meio selvagens. Animais que perambulam pelos brados verdes campos desta terra inovadora. Animais com donos. Donos que moram em barracos embora bonitos caindo aos pedaços vivendo, primitivos, em estradas de terras batidas.
Uma terra magnífica, de sonhos que virarão realidade. Sonhos comuns de gente comum. De gente como a gente, porém sem muitas oportunidades. Seu sonho: educação.
E esta bandeira foi fincada entre as gramíneas molhadas pelo orvalho, em meio às madrugadas frias e de garoa desta terra.
A princípio, o sonho de educação à juventude era para poucos. Um grupo reservado escolhido de renda alta; um grupo de garotas. Garotas treinadas para serem perfeitas esposas; submissas e prestativas.
Após algum tempo, uma mudança grandiosa na educação acontecera. Um colégio. Mais um colégio federativo, mas o primeiro desta terra. Uma verdadeira evolução à educação juvenil dali. Um colégio dependente da universidade mais cobiçada da época: a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Um colégio para todos: homens e mulheres, ricos e pobres, mas que tenham uma inteligência capaz de passar por um processo seletivo.
Mas, CTUR (Colégio Técnico da Universidade Rural) parece um sonho...
Liberdade, paraíso, educação – sinônimos para um colégio. Sinônimos de CTUR.

Esperamos vocês aqui.
Ansiosamente,



“CTURianos”




Trabalho de literatura para a 5ª Semana Acadêmica do CTUR (08/2010) - homenagem pelos seus 60 anos de fundação - feito por: ANA LUIZA PEREIRA.
Fotos: a frente do CTUR (tirado por Ana Luiza) e Ana Luiza Pereira no CTUR.

Idolatria


Pessoas que admiro, ídolos... Para os outros tanto faz! Não existe diferença nisso. Mas eles esquecem que a idolatria geralmente parte de nossa ignorância, enquanto a admiração parte de nosso respeito.

Ana Luiza Pereira


Psicopata


ÓDIO.

Uma profunda cicatriz entre as entranhas de meu ser...

CALOS.

Um corpo calejado e cicatrizado que perambula pelas noites híbridas de sentimentos.

RAIVA. INTOLERÂNCIA.

Uma palavra e minha visão se turvou. Não via nada além de seu pescoço e minhas unhas em formas de garras letais implorando pelo o vermelho de seu sangue.

Eu ouvia meu coração pular e minhas veias saltarem. Meu corpo tremia dançando com o mais profundo ÓDIO de meu ser, observando a Morte se aproximar e pedir minha vítima para dançar.

Comecei a rosnar baixinho enquanto, na tentativa falha, respirava lentamente.

OUSADIA.

Ousou minha paciência o bastante para que eu visse tudo no tom de vermelho.

Eu farejo o medo.

E eu queria dançar com a sinfonia de seus gritos.

Ana Luiza Pereira


Não se delimite, NUNCA!



Fico me lembrando dos tempos que eu usava os "Quem sou eu" da vida para pensar em mim e em meus conceitos... Para falar a verdade, nunca deu certo. Nunca cheguei numa conclusão exata do que sou ou posso ser.

"Meiga, simpática, sorridente...", seriam essas meias verdades ou meias mentiras? Adjetivos fúteis que posso usar tanto em momentos de apresentação como momentos de autoexaltação.

Já percebeu que nunca tocamos em nossos defeitos quando conhecemos alguém? Seria por medo? Não... Eu diria que é por que nunca nos conhecemos exatamente ao ponto de dizer ao exato quem somos.

Sempre nos surpreendemos cada vez mais das coisas ruins que podemos fazer e nos orgulhamos ao ponto de estarmos cegos quando fazemos algo bom que é louvado por outros.

Não sabemos quem somos, mesmo assim insistimos em nos autoexaltar nos "Quem sou eu", delimitando-nos e enganando os outros fazendo com que eles apenas tenham uma visão abstrata daquilo que realmente somos.

Só se conhece quando se convive. E nem sempre convivemos com as pessoas que "conhecemos" para saber se realmente são bons, legais...

Apenas nos iludimos com palavras, porque tentamos inutilmente nos definir ou procurando nas palavras de outras pessoas uma definição "quase exata" de quem somos nós.

Para que? Por quê? Não precisamos disso! Seres humanos vivem a vida sem muitos limites, caminhos ilimitados, nos quais, nos faz voar e ser quem realmente somos sem a preocupação do "quem sou eu" ou "o que posso ser".

Ana Luiza Pereira

Vergonha


Era tarde de agosto. Adolescentes como Luísa saíam bêbados de cair da festa dos universitários de Educação Física.

Ela estava apenas feliz, não bebera tanto, mas se entupira de açúcar o bastante para que fizesse atos inconsequentes; como aquele. Um único ato no qual se arrependeu e, até hoje, carrega as cicatrizes em sua memória.

Assim que ela passou pela única porta da saída da festa, viu ele; James sentado em sua motocicleta preta reluzente. Luísa já o conhecera em outra festa de colégio, ele fora especial para ela de uma forma tão intensa... Quase inexplicável. Ela o queria, mas já se conformara em não tê-lo. Ele trouxe problemas e lágrimas tão salgadas quanto o sangue que ela quisera que escorresse de suas veias, na súbita vontade do suicídio.

Mas não importava mais. Não a ela. Ela já se conformara em tê-lo como amigo, ou colega. Mas ele... Ele não. Ele estava ali para o acerto de contas, e ela já sabia disso.

"Não ficarei presa aqui por causa dele. Vivo minha vida COM ou SEM ele. Isso terá seu ponto final hoje.", pensava Luísa decidida, andando a passos largos a saída.


Ela saiu acompanhada de sua amiga, que lhe dava apoio para o final daquela história.

Saiu. A moto estava só. Passou por um beco, ele estava agarrado com sua "amiga". Luísa passou por ele sem dar um oi. Mas ele a agarra pelo braço sem que a amiga dela veja e sussurra:

- Precisamos conversar.

Ela ficou estatizada por uns segundos, seu coração acelerado, fitando aqueles olhos negros que lhes eram tão especiais.

- Ta.

Foi a única coisa que lhe viera a cabeça naquele momento. Ela não respirava perto dele! Ele a confundia e a persuadia de tal forma... Ela não pensava, apenas agia. E agia da forma que a mente maligna de James havia planejado. Depois de ter dito aquilo é que ela recobrara a consciência, e se culpava. Culpava-se mais uma vez por se deixar levar por aqueles olhos sedutores.

Seguiu seu caminho.

Porém o estresse de Luísa era tanto que ela deu meia volta e fora logo falar com ele.

- Você sabe o que quero! Você me prometeu... - dizia ele daquela forma sedutora e irresistível.

- NÃO! - dizia ela com todas as forças.

- Eu prometo que lhe deixarei em paz... - disse ele afagando seu cabelo.

Não resistiu, seus olhos brilhavam e ela mais uma vez prendia a respiração junto com a descompressão cardíaca.

Ela subiu na moto e se deixou levar.

Novamente, ela não pensava. O vento quente de final de tarde não lhe fizera recobrar a consciência. Ela estava ali, com ele e nem imaginava o que viria.

- Bela casa... - disse entrando na casa dele.

- Sim... Quer algo para beber? - disse ele gentilmente sedutor.

- Não, obrigada. Bebi muito na festa... - mentiu Luísa.

- Eu insisto. - disse ele voltando da cozinha com dois copos de Coca-Cola. - Façamos um brinde: a essa tarde. - disse ele e sorriu de lado.

"Irresistível.", pensou Luísa dando um gole no refrigerante.

Mas, derrepente, seus copos caíram e seus corpos se entrelaçaram. Ele a beijava...Ela, correspondia.

Ela não sabia o que pensar, como agir, o que fazer... Apenas o beijava. Era tudo o que ela queria; seu beijo e seu toque.

Mas ele queria mais.

Ele começava a despi-la. "Não, não, não...", pensava Luísa incansavelmente. Ela não queria transar, não ali, não agora. Não antes que ele a pedisse em namoro.

Doce ilusão... Infantil, eu diria.

Mas ela estava grog, seus beijos a deixavam assim; era o que ela pensava. Ela não percebera um gosto diferente no refrigerante; drogas. Ele a drogara porque sabia que ela em sã consciência não faria nada do que ele queria.

Ele a despia mais e mais. Luísa queria lutar, mas estava mole e nem sua voz saía direito.

"Não, não...". Era tudo o que ela conseguia fazer enquanto via ele abusar de seu corpo nu: pensar. E seus pensamentos a recriminavam, dizendo o quanto foi tola e idiota, que sem ele TUDO seria diferente.

Mais lágrimas ele fizera escorrer, mas não da dor de Luísa estar perdendo a virgindade, mas da vergonha do que acontecia com ela.

Culpada. Assim que ela se sentia: culpada daquilo que lhe acontecia e envergonhada em pensar em contar a seus pais e amigos.

"Não..."

Já era de noite, quando os amigos de Luísa a encontraram desmaiada aos arredores da entrada da festa.

Bêbada, deduziam alguns. Errados. Eles não perceberam as bochechas molhadas e as marcas invisíveis que James deixara em seu coração.

"James, aquele cachorro..."


Ana Luiza Pereira


Baseado em alguns relatos.

A arte da vida


Incrível como a arte se sobrepõe às nossas vidas, mostrando o quanto que ela podem ser mesquinha aos nossos bravos olhos com brilhos egoístas.

As mais singelas obras são feitas em raros momentos, momentos de dor ou alegria profunda. Momentos, nos quais, não teremos mais (por mais que queremos...).

Os mais sinceros rezam para que os momentos felizes se repitam, ou para que nossa curta memória não os esqueça... Então escrevem. Escrevem para que nada de errado aconteça, marcando firmemente as palavras que saem de sua mente em sua memória como as do lápis no papel...


"Todos tem o dom da escrita, porém alguns desenvolvem enquanto outros nem se importam..." - é o que digo. E acredito. Acredito que os que desenvolvem são os que tem a fina sensibilidade de captar tais momentos "inesquecíveis" e gravá-los realmente em sua memória.

Enquanto os outros, eles vivem sua vida cegamente. Administrando sua única forma de 'obter' felicidade (momentânea): dinheiro. E, comprando artes em quadros e livros, ficam pensando que são cultos, quando não são. Cultos são aqueles que fazem da sua vida, seu quadro, seu livro, a sua arte. Porque eles aproveitam a vida, dando cor com as pinceladas dos momentos, fotografando visualmente os rostos e descrevendo manualmente os elementos e ações.

Vida... Uma arte complexa demais para ser entendida. Porém, ela é linda demais para que nós possamos sentir fluir em nossas veias.

Ana Luiza Pereira


Inspirado no comentário que fiz ao blog de um amigo.

Take me away, Sweet Angel


Oi! Você pode me ouvir? Sim. Você pode.
Oi! Você pode me tocar? Sim. Você pode, eu sei...
E eu? Não... Não te ouço, nem toco. Apenas este coração amargurado pode te sentir, estar com você o tempo todo, Anjo.
Confesso que amo ter você dominando meus pensamentos que já são seus... Confundindo-me entre ter a certeza da loucura ou a razão da minha paixão. Respostas irracionais. Sentimentos irracionais que oscilam a cada eriçar de pêlos que o sussurro de sua voz doce e suave em minha mente.
Tu és o meu sonho. Meu tesouro perdido que eu guardei no baú embaixo das minhas lembranças de pequenina. Tesouro escrito em forma de diário dizendo cada detalhe de meus prazeres que só meus sonhos com você podem trazer.
Não quero acordar. Não quero levantar e ver que você, meu Anjo, não exista nesse mundo insano. Quero permanecer aqui, neste céu, paraíso constante e infinito.
Quero debulhar-me em lágrimas enquanto estiver sob o calor de seu abraço quente, escalar incansavelmente suas costas nuas e definidas e ouvir o som suave de suas asas me levando para longe de todos.
Quero poder sentir mais uma vez o doce veneno que carregas em seus lábios. Quero poder morrer com eles, estando sempre ao seu lado, meu Anjo.
Quero te sentir, tocar na infinidade de músculos que me asseguram a vida a cada meu despertar deste mundo irreal.
Quero poder dizer o quanto te amo e me derreter com sua voz grave dizendo o mesmo a mim. Quero poder olhar em seus olhos, mergulhar na escuridão que eles me trazem e nunca mais sair.
Eu quero...
Mas aqui estou; acordada. Estou mais uma vez no mundo onde não queria estar... No mundo tão fácil de me desprender.
Sei que seu dever é cuidar de minha vida, Anjo, mas a decisão de como usá-la cabe a mim. E não há vida sem aquela que está ao seu lado.
Você é meu e eu sou sua. Mas só com as asas em minhas costas que seremos completos, um verdadeiro casal.
Um corte, uma vida, um final. Amo-te o bastante para que o escorrer deste sangue manche as páginas dos nossos sonhos, num desejo incontrolável para que feitiço de nosso amor faça que tudo dê certo, faça que este sacrifício não seja em vão...
Vejo-te em meu caixão, meu amor, meu Anjo...

Ana Luiza Pereira


Inspirado no livro Sussurro - Hush Hush.

Eles não sabem o que fazem


Penso a cada dia... Reflito a cada meu momento egoísta, mas nunca tenho certeza de nada. Penso sobre meus atos, sobre minhas palavras e suas consequêcias (boas e ruins), mas quanto mais eu penso, menos tenho certeza do que se o que fiz “é o certo” ou “se segui meu coração”.

A ciência diz querer saber todas as respostas sobre a vida. Mas nem tudo nela é certo o bastante para que acreditemos em algo que nos sustente e não nos magoe.

Somos humanos egocêntricos. E, este egocentrismo, nos faz errar, cair, sangrar e ferir nosso próximo.

Somos pessoas confusas. Pessoas que não sabem definir quem somos nós e, busca em livros, uma definição que acredita ser certa sobre o que quer, quem sou e seus gostos.

Somos um amontoado de partículas em movimento... Mas isso não nos define por dentro.

Somos alguém que pode fazer a diferença ou ninguém? Somos um ou um bilhão?

Nada sabemos. Nada somos.

Somos errantes, incosenquentes. Nossos atos podem ter sido milimetricamente planejado. Mas sempre há algum imprevisto, algo fora do plano para que nos faça sentir raiva, tristeza ou apenas nos fazer refletir no que deu errado.

“Os pensamentos nos diferem dos outros animais.” – é o que ciência diz. Discordo. As consequências de nossos atos inconseqüentes nos diferem dos outros animais.

Podemos pensar, podemos agir... Mas não podemos fugir das consequências.

Somos inconsequentes, não sabemos o que fazemos, mesmo assim vivemos para que a ciência ou alguém responda as perguntas egoístas de nossa vida pacata e inútil.

Como eu sempre digo: “Sem plena consciência do que faço, sigo meu rumo em busca do que fazer (para apagar as conseqüências).

Ana Luiza Pereira


Inspirado no evangelho, na música Nada Sei de Kid Abelha e na minha vida.

Indiretas versificadas


O triste caso do garoto platonético
Era hipobeijoqueiro
E acabou virando
Roqueiro...

Letícia Emiliano Charelli

Um hipobeijador se tornou apaixonado
Mesmo com muito esforço
Ele ficou acorrespondido e fracassado

Carina Bickel

Ela uma hiperbeijoqueira
Ele um hipobeijador
Que por ser anamado
Virou de gaita um tocador

Thamara Guimarães

Queria fugir dos fofoqueiros
Só por que sou um hipobeijoqueiro?
Sim, estou suprapaixonado
Pena que sou anamorado...

Ana Luiza Pereira


Baseados em fatos reais. Feitos no dia 20/08/2010 durante uma aula de português...

Vocabulário:
- Platonético; Acorrespondido, Anamado; Anamorado: pessoa que não tem seu amor correspondido.
- Hipobeijoqueiro; Hipobeijador: pessoa que beija pouco.
- Hiperbeijoqueira: pessoa que beija muito.
- Suprapaixonado: pessoa muito apaixonada.

Era uma vez, Alemanha


Era inverno. As ruas inundadas pela neve branca e límpida. Os termômetros marcavam alguns graus negativos...

Ruas e casas vazias, cidade evacuada. Fantasmagórica enquanto o alarme de bombas não alarmava a população alemã que ficava e as ruas começarem a ser lambidas por anti-nazistas e inundadas pelos soldados alemães para o contra-ataque.

Triste história.

Hans era um garoto alemão atingido pela guerra. Virou soldado aos 16 anos para ajudar sua pátria em decadência.

Viu as tristes marcas que uma guerra pode deixar: o abandono e a morte.

Sua família fora se refugiar em algum campo longe das bombas anglo-saxônicas; com paz. Seus amigos foram mortos na explosão de alguma outra bomba soviética no último outono. Todos com o propósito de ganhar um aperto de mão do Hitler, alguma medalha. Patriotas demais e nazistas demais.

Tolos.


A mente de Hans vacilava entre a tristeza da solidão e a destreza de Anne Hickel.

Loura dos olhos azuis...

O soldado mais esperto que a  tropa do leste alemão viu.

Era uma deusa aos olhos de Hans. Apesar de possuir um corpo franzino e um sorriso infantil.

Ele queria se casar, ter filhos e ser feliz.

Ele queria TÊ-LA. Mas a ambição dela os impediam de serem felizes, de fugirem dos fantasmas do passado. Ela queria mais. Ela queria ele; Hitler e a glória de posar ao seu lado possa passar.

Não media esforços quando o assunto era a sua ambição. Minha vida não pertence à Alemanha e, sim, ao Hitler; dizia ela.

Seus pensamentos aturdidos foram interrompidos pelo alarme do ataque anti-nazista. Despertou num susto, atordoado, esbarrava nos soldados armados preparando as bombas.

Percebeu que uma lágrima imbecil escorria vagarosamente pelo seu rosto. Ele estava sendo um idiota em alimentar a ilusão de ficar com ela. E sabia disso.

Seu túmulo seria o campo de batalha. E ela não sentiria saudade de sua presença tentando protegê-la da forma mais passiva o possível.

Após uma ordem do general Klausberg, um dos braços direitos do Füher e o melhor estrategista, Hans e Hickel fora para o campo de batalha.

O estrondo das bombas e o tintinlar das cápsulas das balas caindo no chão... Tudo lembrava tristeza. Até os tiros certeiros nos soldados austro-hungaros que serviam vigorosamente a Alemanha.

É o fim da juventude alemã.

Os pensamentos de Hans foram interrompidos com a visão de sua donzela em perigo. Destemidamente, Hans começou a atirar nos inimigos que aterrorizavam e arriscavam a vida dela.

Ela corria enquanto carregava mais munição para tropa. Os soldados ao seu redor caíam com os tiros certeiros; as barricadas não passavam mais do que uma fina camada de pano perante as armas anti-nazistas.

Ela estava longe. E Hans não tinha mais munição na arma de longo alcance para protegê-la.

Aviões anti-nazistas faziam sombra naquela tarde de inverno.

Uma explosão.

Hans se protegeu imediatamente, porém Hickel, que corria, foi atingida e lançada a uns quilômetros de distância.

Hans correu. Ajoelhou-se e colocou a cabeça de Hickel nas suas penas. Hickel estava em seu leito de morte.  Suas longas tranças louras ficaram desgranhadas com a explosão e o lançamento.

Hans chorava e Hickel não sabia o que acontecia, apenas dizia estar cansada.

E, antes que Hickel fechasse os olhos, antes que seu sofrimentos terminassem para sempre. Antes que Hickel morresse, Hans solta as palavras que engasgava e entalavam-se em sua garganta: Eu te amo.

Hickel nada disse. Estava morta. E Hans nem sabia se ela ouvira a oração até o fim.

Ele a beijou; estava fria. A neve e fuligem misturavam-se com as lágrimas de Hans.

Desespero e mágoa.

Hans gritou. E, pegando sua arma, correu para guerra.

Ele não tinha mais medo da morte. Ele não sentia mais nada; virara uma máquina com a morte de sua amada.

Ele virara ninguém... Hans virara apenas mais um número; mais um jovem apaixonado que morrera lutando por sua nação.

Aquela bala... Apenas mais uma bala que atravessara um coração partido. Um coração que fora arrancado invisivelmente de seu peito.

Era o fim. O fim de mais uma história de amor, se aproximava o fim daquela Alemanha nazista.

Ana Luiza Pereira

Palavras Desgastadas


Sabe... Às vezes, eu paro e penso: Qual a importância do 'eu te amo'?

É muito mais do que palavras ilusórias, que levam você a seguir caminhos das maiores loucuras e obsessões de sua vida.

É mais que palavras sentimentalistas que deviam expressar o resquício do amor comunitário.

É muito mais... Mais do estas palavras poderiam expressar.

Mas hoje? Estas três palavras com o significado mais lindo de todo o conto de fadas que todas as adolescentes estão desgastadas. Sem valor ou sentimento.

A geração de hoje utiliza essas palavras à toa, para tudo que vê ou quer. "Eu amo..." para cá, "Eu te amo" para lá. SEMPRE para as coisas e pessoas erradas.

Palavras desgastadas, hoje sem o mínimo do sentimentalismo. Sem o mínimo de emoção que expresse nossos pensamentos ou corações acelerados...

Palavras ao vento... Como num sussurro desesperado para que alguém em algum lugar faça algum neologismo para exprimir e substituir tais palavras fortes demais, porém desgastadas com o tempo.

Palavras... Apenas uma sequencia de letras que tentam exprimir a maior incógnita de nossa vida: O CORAÇÃO.

Ana Luiza Pereira


Você tem um amigo (tradução da música de McFly)


Quando você estiver deprimido e confuso
E precisar de uma mão para ajudar,
E nada, nada estiver dando certo,
Feche seus olhos e pense em mim
E logo eu estarei lá
Para iluminar até mesmo suas noites mais sombrias.

Apenas chame meu nome
E você sabe, onde quer que eu esteja,
Eu virei correndo para te ver novamente.
Inverno, primavera, verão ou outono,
Tudo o que você tem de fazer é chamar.
E eu estarei lá, sim, sim, sim,
Você tem um amigo.

Se o céu acima de você
Tornar-se escuro e cheio de nuvens
E aquele antigo vento norte começar a soprar,
Mantenha sua cabeça em ordem
e chame meu nome em voz alta
E em breve eu estarei batendo na sua porta.

Apenas chame meu nome
E você sabe, onde quer que eu esteja,
Eu virei correndo, sim, eu virei
Para te ver novamente.
Inverno, primavera, verão ou outono,
Tudo que você tem de fazer é chamar
E eu estarei lá, sim, sim, sim.

Ei, não é bom saber que você tem um amigo?
As pessoas podem ser tão frias,
Elas vão te magoar e te abandonar
Bem, elas tomarão sua alma, se você permitir a elas
Oh, sim, mas não permita

Apenas chame meu nome
E você sabe, onde quer que eu esteja,
Eu virei correndo para te encontrar novamente.
(Oh baby, você não sabe disso?)
Inverno, primavera, verão ou outono,
Ei agora, tudo que você tem de fazer é chamar
Senhor, eu estarei lá, sim, sim, sim.
Você tem um amigo.

Oh, você tem um amigo.
Não é bom saber que você tem um amigo?
Não é bom saber que você tem um amigo?
Você tem um amigo.


Tom Fletcher - McFly


Tradução da letra da música "You've got a friend" de McFly, escrita por Tom Fletcher.

Meu Mundo Egoísta


Ai, ai...

Meu caro Mundinho Egoísta,

Quanto tempo não conversamos! Mas acho que adiamos demais nossa conversa...

Minha vidinha... Ela foi tão simples, tão perfeita! Graças a você! :) Obrigada Meu Mundinho! *-* Por me proteger, me apoiar... Sem você não sei se estaria aqui, com 15 anos!

Se não fosse você, eu não criaria asas da imaginação e voaria para os mais lindos lugares! :D

Mas o que aconteceu? Você está só me trazendo problemas ultimamente! Seu egoísmo e ciúmes vem me causado infelicidades e dores de cabeça. Qual é! Eu também vivo! Sou humana! Me apaixono, eu erro, eu caio... Mas nunca, NUNCA, trocarei Meu Mundinho Egoísta por ninguém! :)

Então, deixa eu morrer de amores, ok? :D

Te amo Meu Mundo! *-* Beijos! ;*

Ana Luiza Pereira


...


"Na recuperação, quando você disse aquele "não" a mim, eu senti. E doeu. Admito ter ficado com ciúmes de minhas amigas por passarem mais tempo com você do que eu. Foi quando me dei conta: eu estou apaixonada por você.

As férias vieram, e com ela veio a saudade de você e de seu sorriso. Foi quando pensei e decidi dar mais uma chance ao meu coração e, também, a você.

Foi quando conversamos no msn e eu propositalmente joguei aquele verde.

Mas antes não tivesse. Logo após, quando arrumava minha mochila para viajar, encontrei sua carta de adeus.  Admito que chorei e me envergonhei demais, não conseguia imaginar que minha ignorância poderia fazer quem amo tanto sofrer. Não consegui dormi direito por noites a fio pensando. As noites só eram "calmas" com o sapo que você me dera.

Quando cheguei e mandei aquele email a você, indagando-me todos os dias: será que EU sou capaz de estar ao seu lado independente do que for?

Apesar das minhas confusões diárias, eu tive uma certeza: mesmo gostando de você agora, não saberei se gostarei de você mais tarde e não quero ver-te sofrer novamente. Já me sinto monstra demais. Me desculpa mais uma vez.

Olha, você não é o primeiro amigo no qual me apaixono, mas é o primeiro que eu abro o jogo. E, por isso, não quer estragar nossa amizade com a minha confusão.

Me desculpa não falar na cara, mas ainda me envergonho do que fiz.

Desculpe-me mesmo.

Beijos.
"



Ana Luiza Pereira


Baseado numa carta real e verídica.