Cartão Vermelho


Quantas vezes nesta vida levamos um cartão vermelho por pisarmos demais na bola? Perdi as contas.
Arranjamos brigas desnecessárias dentro de campo, brigamos por ideais tolos e fúteis, e para quê? Para que a vida deixe a bola rolar, dividindo cada um com seu time, sua ideia e suas conquistas.
Não ganhamos taças nesse jogo. Ganhamos amor, abraços, sorrisos. Nunca podemos perder este jogo, porque ele nunca pára.
Até que o juiz apite indicando o final, a bola rolará, mudando este placar quantas vezes for.
O placar? Esse é engraçado. Oscila constantemente nesta vida. Conquistas e fracassos. Somente os êxitos serão pontos marcados ao final de cada dia em campo seu.
Não tem banco de reservas, não tem tempo para o atendimento médico.
Este jogo é A VIDA, que rola como a bola de futebol em nossos pés. E não tente forçar este final que, por mais indeciso possa ser, está mais longe do que se pode imaginar.

Ana Luiza Pereira


As verdades de Belzebu e Dinato



Venho aqui dizer de fato
Verdades muito faceiras
Com Belzebu e Dinato
Que Gil Vicente e Drummond escreveram

Eram dois personagens muito interessantes:
Um rico Todo o Mundo
E o pobre Ninguém.
O rico repugnando o imundo
E o pobre querendo um Amém

Um diálogo traçaram
Mil coisas queriam buscar
Idéias contrárias encontraram
Mas verdades à gente começaram a mostrar:

A primeira verdade... Tenha paciência!
Isto vem de um milênio inteiro;
Ninguém busca consciência
E, todo mundo, dinheiro

A segunda verdade que nos acude
Viria como uma pomba.
Todo mundo busca honra
E ninguém a virtude

A terceira é dos sabidos
Ou seria dos amados?
Todo mundo quer ser louvado
E ninguém repreendido

A quarta é garrida
Que Belzebu definiu de sorte:
Todo mundo quer a vida
E ninguém conhece a morte

A quinta é um aviso
Aviso que se manteve
Todo mundo quer o paraíso
E ninguém paga o que deve

A sexta é uma calamidade
Que, por fim, desdém de qualquer lugar pedroso
Todo mundo é mentiroso
E ninguém diz a verdade

A sétima é do guerreiro
Daqueles que ficam presos no telhado;
Todo mundo é lisonjeiro
E ninguém desenganado

Muitas outras eles esqueceram
Memórias vão e vêm
Mas eles não se perderam
Na conversa de Todo o Mundo e Ninguém

E assim, por fim, acaba
Estas verdades que se seguem até hoje
Verdades, de fato, macabras
Que se manterão até nossa morte.

Ana Luiza Pereira


Baseado numa peça escrita por Gil Vicente ("Todo o Mundo e Ninguém"), escrita em 1532.

Humanos


Flashes nos rodam desde o dia de nosso nascimento. Somos estrelas, “superstars” da nossa família.
Podemos ser melhores que nossos pais, mas não seremos melhores que os nossos filhos.
Vivemos em prol de algo que nós mesmos não sabemos o que é... Vivemos uma vida sem rumo.
Fofocas nos rodeiam, a discórdia nos destrói.
Somos fracos, simples, somos HUMANOS. Somos errantes complicados. Complicados ao ponto de complicar nossa própria vida.
Somos assim, vivemos assim. O que achamos ser errado sempre morará ao nosso lado. E o paraíso? Paira no ar.

Ana Luiza Pereira


Último parágrafo deste texto foi inspirado numa música de Humberto Gessinger (Parabólica - Engenheiros do Hawaii)
Foto acima: Créditos a Guilherme Espinosa.

Descanso


Férias! É tão bom estar!

Podemos descansar dos afazeres do cotidiano. Criar um nova rotina ou apenas sair desta. Podemos acordar e dormir na hora que quisermos.

Podemos ser livres e usar de plena descontração, podemos ficar despreocupados com o futuro.

Podemos ser quem quisermos, viajar para onde queremos, viver como quisermos.

Enfim, podemos descansar...


Porém, descanso não é só dormir e ponto. Há mil e uma formas de descansar, porém, nem todas ligadas com a palavra-chave das férias: diversão.

Ana Luiza Pereira


Para você, Mãe


Mãe; para uns esta palavra é chula e sem importância mas a mim é a palavra mais importante do mundo.
Sem você eu não teria nascido.
Só você mantém o sorriso em meus lábios por simplesmente me compreender; só você me faz chorar com as suas lágrimas...
Quero sempre seguir seus passos, aprender cada vez mais contigo.

                  Minha melhor amiga de todas: Minha MÃE.

                                   Te amo eternamente!

Ana Luiza Pereira





Para Walquiria Genta Pereira, minha mãe. Feito no Dia das Mães do ano de 2010.

Fim de Jogo?


Casamento é o fim? Penso nisso a cada dia de minha solteirice. Pessoas não querem se casar mas nem em sonhos!

Talvez seja pelo o sonho da independência, talvez seja pelo doce gosto da solidão... Ou, talvez, seja a descrença que passamos a ter em relação ao amor.

Ouvimos dizer por aí que o o amor não é eterno, que as estatísticas dizem que 9 em cada 10 casamentos acabam em divórcio.

Mas será mesmo? Será que temos que dar tanta importância assim as estatísticas? Já parou para pensar que nem sempre elas estão certas?

Você pode fazer de sua vida uma exceção as regras que esta nova sociedade independente propôs; você pode se casar, ter filhos, ser feliz. E morrer quando bem velhinho com netos e bisnetos e seu amor ainda ao seu lado.

Ter uma vida feliz sem acreditar que o "Game Over" é o casamento. Você pode muito bem se divertir sendo casado. Claro! Haverá bastantes impedimentos e regras para manter uma relação saudável e estável. Mas não é sinônimo de infelicidade.

Mas a questão é: você realmente quer isso para sua vida? Pense. Responda com calma, sem opiniões de terceiros, quartos, sem que a opinião da sociedade influencie no que dirá. Só assim você saberá como serás feliz de verdade.

Ana Luiza Pereira

Boa Sorte


Queria medir minha sorte com a fita métrica, só para ver se eu realmente tenho alguma ou se tenho algum resquício da que tive.
Amuletos, suposições... Superstição.
Sorte não se ganha, não é um presente dado por Deus ou qualquer outro amigo, não é aquele trevo de quatro folhas, que “por sorte”, achaste e arrancaste...
Sorte simplesmente não existe...
Sorte é uma grande crença que a humanidade desde os primórdios cultiva.
A sorte se trilha, se conquista. Sua vida não está nas mãos da bendita sorte, você não é a pessoa mais azarada do mundo, só precisa refletir e fazer as escolhas certas que a “sorte” estará ao seu lado.
Sorte não é um tesouro que posso guardar em meus bolsos. Enfim, sorte não é muitas e muitas coisas. Sorte é apenas sorte! Apenas mais uma de tantas outras crenças inacreditáveis do homem.
Pela sorte não ser tudo o que achamos que ela é, é que eu, descrendo da sorte, apenas vivo... E, fiz uma promessa a mim mesma; parar de acreditar nesta crença pagã humana inacreditável sem o mínimo de razão e trilhar eu mesma meus caminhos sem ajuda desta “sorte” que não sei nem o que é.

Ana Luiza Pereira


Bestfriends


            Nossa amizade foi assim: no começo, estranha, mas agora é q melhor coisa que existe!
            Ainda me lembro daquele tempo de colegial... Eu era uma das patricinhas metidas, porém uma das poucas que conversava com você.
Aprontei poucas e boas com você sob a má influência de gente de abria a boca para dizer que éramos “amigas”. Mas, no fim, me redimi e pedi perdão antes de mais problemas. Você me perdoou e deu tudo certo.
            Um ano se passou... Larguei aquele grupo de patricinhas, que já não me satisfazia mais, e comecei a andar com você.
Você me entendia e aprontava comigo as mais doces loucuras de amigas. Era tão bom!
Mas o grupo aumentou... Mais duas meninas entraram na nossa rodinha antes, um pouco solitária.
Nossa amizade se fortaleceu, por incrível que pareça, graças a desenhos animados! “Os melhores” de nossa adolescência.
Mesmo assim, eu ainda brigava com uma garota loira e nova da rodinha... Não gostava dela! “Metida e de muito nariz em pé”, era o que mais queria fugir naquele ano.
Um ano se passou, coisas mudaram; das quatro, só três tinha uma amizade verdadeiramente forte. Os desenhos mudaram e com ele veio os códigos e a música. Ah... Aquela música! Nunca mais me esquecerei de sua letra. Por tantas vezes me animou quando tava triste!
Apenas lembro que nossas avós morreram em curto intervalo de tempo. A mascote, mais nova e a garota na qual um dia eu briguei, nos aturou no mais profundo rio de nossas lágrimas e de nossa depressão.
Mas isso só fez uma coisa; fortalecer mais e mais nós para o que vinha à frente: a nossa separação.
Chorei tanto quando soube que se mudaria de colégio... Quem seria meu alicerce? Eu te conhecia por tantos anos, porém apenas nesses últimos três havia percebido o quanto você era especial.
Era o fim, pensei por tantas vezes entre as lágrimas e soluços nos braços do meu pai. Mas a vida nos reserva mais e mais surpresas...
Porém, ao contrário de minhas expectativas, a vida e a amizade mostraram que nunca é tarde demais e que nunca será o fim desta nossa amizade linda.
Embora você estando em outro colégio, sempre mantínhamos contanto, enquanto eu e a loira segurávamos a barra no colégio.
Foi difícil, mas logo nos acostumamos com a situação.
Assim se seguiu e se segue, até hoje. Ensino médio. Cada uma em lugar, em um colégio diferente... Mas quem disse que a amizade e o contato acabaram?
Sim, não nos vemos com tanta frequência quanto antes e nem nos falamos com tanta frequência, mas nos vemos e falamos o suficiente para termos as gargalhadas inesquecíveis e as lágrimas inapagáveis; coisas que só as besfriends entendem...
Porque é assim a nossa amizade, embora as diferenças e dificuldades da vida, nem o tempo apaga.


Ana Luiza Pereira



Dedico este texto à Elza Caroline e Diulia Tex, as Bestfriends, que fizeram deste 5 anos de amizade os melhores de minha vida. Adoro vocês!

Mulher apaixonada


Mulher apaixonada é assim:
Pensamento longe,
Sorrisos abobalhados,
Olhares apaixonados.

Mulher apaixonada é assim:
Vinte e quatro horas por dia sonhando,
Rindo,
Viajando.

"The love in air
Inside heart of every women
Só você rouba meu ar
Je t'aime, mon amour.

Aishiteru,
I love you...
Há tantas formas de dizer
Eu te amo
Mas nem todas tão verdadeiras
Quanto aquela que guardamos no coração."

Ana Luiza Pereira



Texto feito em maio de 2010.

No more tears



Cansei. Cansei de ficar sentada aqui, chorando assiduamente por quem não merece minhas lágrimas. Também cansei de chorar para matar a maldita saudade que me corrói a cada despedida. Cansei mais ainda de chorar de raiva dos momentos infelizes que temos nesta pavorosa vida que levamos.

Cansei de chorar de desamores, desencontros, desentendimentos, brigas, desilusões...

Simplesmente, CANSEI...

Só não cansei de chorar pelas alegrias que temos. Alegrias estas, que, mesmo sendo poucas, fazem nossas vidas valerem apena.

Não cansei de chorar pelo amor que me reconforta a cada meu deitar, porque mesmo longe, ouço o calor da voz de quem mais amo a cantar aquela cantiga de ninar:

"Goodnight, sleep tight, no more tears
In the morning I'll be here
When we said goodnight
Dry your eyes
Because we said goodnight
And not goodbye..."

Disso, eu não me canso de chorar. Chorar por aqueles que carrego em meu coração e eles carregam consigo um pedacinho deste... Neste caso, minhas lágrimas valem apena, por mais coloridas e por mais que borrem  minha vista.

Lágrimas que valem mais do que três palavras: EU TE AMO.

Ana Luiza Pereira


Texto inspirado em Adoraide Méa Genta, minha avó, que, este ano, completaria 86 anos. Saudades eternas de você, vovó!
Observação: A cantiga de ninar presente no texto é uma música de Evanescence chamada "Goodnight" e que, toda a vez que a ouço, me lembra de minha infância quando avó a me cobria na hora de deitar.

Obsession


Obsessão. Palavrinha que nos confunde toda vez que o assunto é amor/paixão.

Pessoas não sabem definir o que é obsessão por dizerem nunca sentirem; mentira. Há uma linha tênue entre a obsessão e a paixão... Mas a ultrapassamos por diversas vezes sem ao menos perceber. Tudo começa com uma pequena paixão que dizemos ser passageira... Mas quando menos percebemos, já estamos ultrapassando esta linha.

Exagero. Primeiro e o mais gritante sintoma de uma obsessão.

Burrice. Sintoma seguido pelo exagero. Este são as loucuras que fazemos por tais paixões.

E, por fim, a desilusão. A queda que foi grande demais para as pernas de nosso psicológico...

Queria poder dizer que a paixão não é uma pequena obsessão, porém minha pouca experiência nesta vida me diz que não.

Ana Luiza Pereira

Cegos pelo o AMOR


Amor é uma ilusão. A mais bela de todas.

Esta ilusão é aquele sonho de conto de fadas... O pó mágico da fada madrinha que nos cega.

E, cegos, não enxergamos a verdade à frente de nossos olhos. Acreditamos fielmente nas mentiras de nossos amores, criamos desavenças com quem nos ama de verdade. Dizemos que morreríamos por esse alguém, fazemos loucuras (as maiores burrices de nossas vidas) por ele...

Mas sempre tem um mesmo e trágico final; a separação.

Um dia percebemos que não é tudo isso. Às vezes ficamos bem, em outras vezes, não. E quando não, só uma coisa nos resta: a depressão. Olhos vermelhos, olheiras profundas, noites em claro passados a fio no canto do seu quarto chorando baixinho. E se perguntando: "O que eu tenho de errado? O que FIZ de errado para merecer isso?"

Resposta: Nada.

A cegueira simplesmente nos engana, leva-nos crer que os contos são reais.

"Felizes são aqueles que tem ao menos um olho, porque reinam na terra dos cegos pela ilusão do amor."

Ana Luiza Pereira



Dedico este texto à Letícia Charelli e à Carina, pessoas nas quais sempre me dizem: "Os fracos amam, os fortes apenas sentem a emoção da paixão." E, hoje, vejo o quão isso é verdade.

MAR


Quão engraçado o quanto que o mar tem a nos ensinar. O quanto ele tem para nos acalmar. O quanto ele tem para nos completar...

Um dia já fomos seres marinas e hoje somos aprendizes de nossa eterna mãe: o mar.

O misterioso mar... Desde os primórdios tem guardado a si seus maiores mistérios. Nunca sabemos ao certo o que encontrar nele; se é coisa boa (vestígios de nosso passado) ou coisa ruim (tempestades dilacerantes que fará outra de nossa embarcação entrar para história)

Mar... Som calmo de bater de ondas que nos faz refletir. E com este som são feitas as maiores maravilhas literárias cariocas.

Mar; baú dos tesouros onde ninguém tem a chave deste... É nele que está guardado e foi criado o maior tesouro da humanidade; a vida, e é nele que devíamos voltar quando nossos corpos não passarão de detritos pútridos a sete palmos da terra.

Mar... Palavra indefinível para o coração daquele que sente, que carrega o mar em seu peito.


Ana Luiza Pereira



Quem sou eu? (Ana Luiza)


Apenas alguém que não sabe quem é.

Alguém que não sabe o que faz, alguém que busca seu futuro e não espera que ele venha.

Alguém ocioso e preguiçoso, mas que não atura um "DESISTA! Você não consegue, não és capaz!"

Alguém que sofre de amores. Sorri com desgraças. Ri de piadas.

Vive aquilo que tem que viver... E faz de sua vida seus textos, a fim que alguém compreenda o que nem eu mesmo sei: quem eu sou.

Ana Luiza Pereira



Foto: Ana Luiza Pereira com 13 anos.

Perfeição


Perfeição; palavra complexa para definir pequenas coisas...

Por que cismamos em usar palavras sem saber os seus reais significados? Não importa. O que importa é o sentimentalismo que damos ao momento.

PER-FEI-ÇÃO. Conjunto de três sílabas que define nossos maiores amores e nossos inesquecíveis momentos felizes.

P-E-R-F-E-I-Ç-Ã-O. Nove letras que buscamos todos os dias de nossa pacata vida; É errado. Perfeição não se pode ser encontrada; ela não tem endereço certo! Perfeição é para ser VIVIDA e vivida intensamente cada segundo ocioso.

Perfeição não aparece; ela existe em meio nossos olhos, mas somos cegos... Ela está nos momentos simples que não damos tanta importância mas que nos faz pular, ri com lágrimas nos olhos ou apenas amar...

Perfeição... Apenas mais uma palavra dentre outras palavras complexas de nossa língua.

Ana Luiza Pereira





Dedico este post à Letícia Charelli e Pollyanna, que estiveram presentes hoje; o dia mais perfeito de minha vida.