Ó Remanescente Flor Branca


Rosa Branca, sua brancura mostra quão pura és... Mas fora manchada há muito e muito tempo.
Uma única mancha. Um único erro em seu passado lhe fizera diferente de todas as outras. Um único e pequeníssimo tropeço lhe deixara diferente... Ou será igual?
Somos flores errantes machadas desde que o mundo criara o conceito do que é sociedade, enquanto tu, ó Brancura, tinha em suas mãos a escolha de ser a remanescente de nossa espécie.
Poderias, muito bem, viver com aquela pequena mancha que adquirira durante sua vida, mas por medo da solidão, preferiu ter um passado manchado para não ser notada na multidão. Preferiu ser uma flor manchada com sangue para que fosse só mais uma em uma vasta sociedade hipócrita.
Por que Flor Branca? Por que escolheu isso a sua vida?
Não sabes a resposta...
Mas eu sei. A diferença nunca é igual a todos; uns aceitam, outros não. Seu medo é de ser a única remanescente não aceita. Seu medo, ó Flor Branca, é de morrer sozinha.

Ana Luiza Pereira

2 comentários:

Gabriel disse...

muito foda, gostei mais da parte do sapo, d pois te conto essa história e que papo é esse de será que ele pença em mim? bem deixa pra lá... gostei d+ vc é d+!

Anônimo disse...

belo texto

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