Asas de borboleta


Uma borboleta precisa de asas tão
simétricas e belas para voar.
Assim, nosso amor é tão belo e
tal qual simétrico como asas de
borboleta a voar. Inegável é
a liberdade de um amor
bonito como a beleza de
um amor livre. Será assim para
sempre? Amor de borboleta
livre? Posso dizer que sou sim uma
borboleta a voar ao tocar
suas mãos ou envolver-me
em seus braços, e o que tu podes
dizer-me? És feliz comigo em
nossa felicidade-borboleta?
Sentes preso em jaula como em
borboletário? Não, nunca sintas
tu desse modo! Vivas o amor
aos olhos de quem nasce; perfeito.
Vivas cada "eu te amo" vivo,
perene e não pecaminoso,
e se lembre de todos borboletas-
momentos, viva-os em sua alma.
Venha voar no jardim de nossas
asas diferentes, todavia, de
perfeita simetria, capazes de
voar pelo mundo com o poder
do calor de um simples abraço.

Ana Luiza Pereira

Meu amor por você

Meu amor por você

É como o rio.
Nasce, cresce e desagua
no mar dos teus braços

É como o céu.
Há algumas nuvens, mas
também há muitas estrelas para sorrir.

É como as aves.
Livres voando,
amando e cantando.

Meu amor por você
É lindo!
E se torna
a cada dia maior.

Eu amo você!

Ana Luiza Pereira

Carta de um ano

            Quando eu tinha 9 anos, minha formatura da 4ª série foi das princesas dos contos de fadas. Para o infortúnio de algumas garotas, as princesas foram sorteadas e acabou que me vesti de princesa Fiona, filme que, na época, tinha acabado de lançar. Lembro que muitas pessoas, inclusive da minha família, não gostaram da ideia de me vestir de Fiona, a princesa-ogra, ainda mais porque não sou ruiva e usava um cabelo com o corte Chanel, digno da Branca de Neve.
            Aposto que você se pergunta: “Mas que diabos de carta é essa que não vem com nenhum vocativo e ainda começa com uma história nada a ver com o seu passado que não me convém saber?” Respondo: “Fácil, antes não entendia o porquê da sorte me premiar com o vestido verde-bandeira, mas hoje te explicarei as razões.”
            Sou sua Fiona e você é meu Shrek. Posso ser uma princesa cheia dos “não me toques” com outros, mas contigo sou a minha verdadeira face e não sei ser mais outra pessoa além de eu mesma. Brinco com meus pais e algumas amigas que o passado finalmente acertou: pois o futuro me presenteou com um Shrek idêntico fisicamente, mas não psicologicamente. No seu interior, você é, de fato, um cavalheiro e um cavaleiro; ou seja, você é simpático e trata bem os outros e não mede esforços para conseguir o que deseja, por mais que, para isso, você enfrente mil dragões.
            Mudando um pouco o foco desta carta, quero falar também de amor. O meu, o seu e, principalmente, o nosso amor. A primeira instância, evoco aqui uma das minhas músicas favoritas da banda Bullet For My Valentine, embora você não goste muito da versão acústica, é a versão que mais me agrada dessa música. Recolhi as partes que mais me interessa comentar, que são:
The time is here again (interpreto esse “The time” como cada comemoração, principalmente de aniversário de namoro)
Prepare to be apart (antes que você comece com a brincadeira dizendo que quero me separar de você – o que você sempre faz – digo logo que não, não quero me separar, mas tem dias, como hoje (30/8), dia que escrevi isso, que estamos inevitavelmente separados e, por mais que meus pais me perguntem de você, eu continuo ficando maluca de saudades, por mais que me prepare antecipadamente)
And it drives you crazy (acabei comentando acima)
Each time I go away (interprete o “go away” como minha volta para casa todos os dias)
The distance gets longer (como eu disse: eu fico maluca de saudade, isso me faz crer que estamos há milhares de quilômetros separados)
But it makes us stronger

(…)

Forget about the shit that we've been through (eu sei que não sou a namorada perfeita, muito menos, uma pessoa que merece ter alguém incrível como você ao meu lado, mas eu tento. E, por mais que passemos por provações e, até mesmo, algumas discussões capazes de por nosso namoro a um fio do fim – muitas delas provocadas por mim, assumo minha culpa –, eu não vejo minha vida sem ser aquela que já planejei ter do seu lado)
I wanna stay here forever and always
Aproveitando o último verso de Forever and always, iremos agora à segunda instância. Farei agora as palavras de Catulo em um dos seus incontáveis sonetos à Lesbia, seu amor, as minhas:
            “Iocundum, mea uita, mihi proponis amorem
                        Hunc nostrum inter nos perpetuumque fore,
            Dei magni, facite ut uere promittere possit,
                        Atque id sincere dicat et ex animo,
            Vt liceat nobis tota perducere uita
                        Aeternum hoc sanctae foedus amicitiae.”
            Ou traduzido por João Angelo Oliva Neto:
            “Minha vida!, me dizes que este nosso amor
                        será feliz aos dois, será eterno.
            Deuses grandes, fazei que prometa a verdade,
                        que sincera e de coração o diga
            e que nos seja dado, a vida inteira, sempre,
                        este pacto viver de amor sagrado.”
            Não venho aqui falar sobre a promessa ou a sinceridade, ou qualquer outra que seja a palavra-chave deste poema, até porque eu não duvido e nem ponho a prova esses valores, pois já tive a prova concreta que você os tem. Mas venho falar do perpétuo, do para sempre.
            Sempre escrevi sobre o amor perpétuo em meus textos. Mas ponho em prova aqui se eu realmente o senti antes de te conhecer. Claro que meu amor pela minha família, especialmente pela minha falecida avó, não conta nesse caso. Mas, ao escrever tantos poemas sobre amor, expunha mais do que exaustivamente meu desejo do “para sempre” arrebatador. Hoje vejo a tolice que tinha na minha falta de amadurecimento, algo perpétuo não é para nos arrebatar e levar para longe, mas para nos acalmar e nos fazer refletir, aproveitando cada segundo único. Aprendi isso aos poucos, inclusive, o aprendi ao seu lado. Acho que é mais do que claro o meu desejo que seja o nosso amor também perpétuo, principalmente, em cartas anteriores.
            E, para completar meu pensamento, ponho aqui alguns versos da música – de uma ópera que gosto muito – que desejo dançá-la no dia do nosso casamento (se casarmos e se escolhermos uma valsa e não um tango para dançarmos):
            Love is a curious thing
It often comes disguised
Look at love the wrong way
It goes unrecognized

So look with your heart
And not with your eyes
The heart understands
The heart never lies
You need what it feels
And trust what it shows

Look with your heart
The heart always knows
Love is not always beautiful
Not at the start
Meu pensamento inicial é deixar essa música apenas como um encerramento de tão linda que é, mas preciso comentar algumas partes:
O primeiro e segundo versos me fizeram lembrar o nosso início. Você se lembra? Antes eu não falei com você e, se não fosse por Camila, talvez eu nem falasse, então, nem faria também um ano contigo. O terceiro e o quarto versos só completam o nosso início: não queria nada sério, mas acabei me envolvendo demais para não ter – sinceramente, não me arrependo de ter engolido cada palavra.
E como diz na ópera: eu comecei a olhar com meu coração e não com meus olhos, afinal, só meu coração sabe o que quer, não me enganando e não mentindo. Preciso do meu coração, forte e pulsante, apaixonado por você para escrever aqui o que sinto, afinal, ele sempre sabe.
Nosso início não foi belo, eu digo que foi engraçado por causa de nossas brincadeiras, mas não estamos aqui por brincadeiras. Com um sorriso, você me conquistou e com o mesmo sorriso e brilho nos olhos, digo pela primeira vez na minha vida: Feliz um ano de namoro! Obrigada por cada momento especial que tivemos.


Eu simplesmente te amo!

Ana Luiza Pereira

Amore,sublime amore

Farfallina così bella e mia
Trova qua co'l mio amore adesso.
'Sì sublime questo amore
che l'anima lascia il corpo
e abbracciati con la mia
libra nel vento i bacci e l'affetto.
C'è cosa più carina?
Ci sarà nel tempo qualcosa come questo?

Ana Luiza Pereira

Feliz dia dos pais!

Hoje a palavra é para eles, meu pai, meu irmão, meu avô, meu cunhado, meus tios, meus primos e amigos, todos os homens que são pais de sangue, coração ou criação. Não só para eles, mas também todas as mulheres fortes e trabalhadoras que não são apenas mães, mas pais, seja porque o destino quis ou nos dias em que o pai não está também. A todos vocês, feliz dia dos pais! 

Ana Luiza Pereira